A temperatura na superfície do cometa 67P/Churiumov-Guerasimenko é de -70°C, considerada "quente demais" para que esteja exclusivamente coberto de gelo, revelou nesta sexta-feira a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).
Por esta razão, o cometa provavelmente tem "uma crosta empoeirada e escura", concluiu a ESA.
A sonda espacial europeia Rosetta tem "encontro" marcado na quarta-feira com o cometa, do qual se aproximará a 100 km.
Um de seus onze instrumentos, o Virtis, um espectrômetro de imagem, fez as primeiras medições de temperatura do cometa entre 13 e 21 de julho, quando estava entre 14.000 km e 5.000 km de distância, informou a ESA em um comunicado. Churiumov-Guerasimenko está a 555 milhões de quilômetros do Sol.
A partir dos dados de Virtis, os cientistas puderam determinar que a temperatura média de sua superfície é de -70°C.
Embora seja frio, ainda é quente demais para que um cometa a esta distância fique totalmente coberto de gelo.
Estas primeiras medições confirmaram, segundo a ESA, que boa parte da superfície do corpo celeste está coberta de poeira.
"Isso não exclui que tenha manchas de gelo relativamente limpo", destacou o principal pesquisador que chefia o instrumento Virtis, Fabrizio Capaccioni, do Instituto Italiano de Astrofísica.
Virtis começará em breve a fornecer dados mais detalhados.
Rosetta chegará na próxima quarta-feira a 100 km de distância do cometa Churiumov-Guerasimenko, que acompanhará em seguida seu périplo ao redor do sol.
Em novembro, vai se aproximar a apenas 2 a 3 km de distância, quando lançará Philae, um robô laboratório que "aterrissará" no cometa mediante um sistema de arpão.
Está previsto que a missão Rosetta se prolongue pelo menos até dezembro de 2015, depois que o cometa passe mais perto do sol, em agosto de 2015.
In: NT
sábado, agosto 02, 2014
Nasa seleciona instrumentos para missão à Marte em 2020
O robô que a Nasa pretende mandar a Marte em 2020 será equipado com sete instrumentos científicos que permitirão realizar experiências e testar tecnologias de exploração, anunciou nesta quinta-feira a agência espacial americana.
Os sete instrumentos, avaliados em 158 milhões de dólares, foram selecionados entre 58 propostas apresentadas por cientistas e engenheiros de todo o mundo.
A missão Marte 2020 tem um conceito similar à exploração de 2012 com o robô Curiosity, o primeiro a chegar ao planeta vermelho e que continua em funcionamento.
O novo robô será mais sofisticado, poderá realizar análises geológicas do local do pouso, determinar a habitabilidade do entorno e buscar, pela primeira vez, sinais de vida passada em Marte.
Os cientistas também selecionarão uma coleção de rochas marcianas e amostras de solo que serão armazenadas no robô. Além disso, tentarão buscar a forma com que os seres humanos vão produzir oxigênio a partir do dióxido de carbono (CO2), muito presente na atmosfera marciana.
"Marte tem os recursos suficientes para ajudar a dar suporte à vida, o que pode reduzir a quantidade de provisões que as missões tripuladas terão que levar", disse William Gerstenmaier, encarregado das emissões tripuladas da Nasa.
A operação Marte 2020 será lançada em julho de 2020 e tem um custo de US$ 1,9 bilhão. Está previsto que o novo robô pouse no planeta vermelho em fevereiro de 2021.
In: NT
Os sete instrumentos, avaliados em 158 milhões de dólares, foram selecionados entre 58 propostas apresentadas por cientistas e engenheiros de todo o mundo.
A missão Marte 2020 tem um conceito similar à exploração de 2012 com o robô Curiosity, o primeiro a chegar ao planeta vermelho e que continua em funcionamento.
O novo robô será mais sofisticado, poderá realizar análises geológicas do local do pouso, determinar a habitabilidade do entorno e buscar, pela primeira vez, sinais de vida passada em Marte.
Os cientistas também selecionarão uma coleção de rochas marcianas e amostras de solo que serão armazenadas no robô. Além disso, tentarão buscar a forma com que os seres humanos vão produzir oxigênio a partir do dióxido de carbono (CO2), muito presente na atmosfera marciana.
"Marte tem os recursos suficientes para ajudar a dar suporte à vida, o que pode reduzir a quantidade de provisões que as missões tripuladas terão que levar", disse William Gerstenmaier, encarregado das emissões tripuladas da Nasa.
A operação Marte 2020 será lançada em julho de 2020 e tem um custo de US$ 1,9 bilhão. Está previsto que o novo robô pouse no planeta vermelho em fevereiro de 2021.
In: NT
domingo, julho 27, 2014
10 objetos bizarros descobertos no espaço
As descobertas cósmicas são importantes pois expandem a nossa compreensão da natureza e possibilitam testar a realidade contra as teorias matemáticas.
Aqui estão 10 objetos que atingem os extremos que precisamos para testar os limites dos cálculos científicos e até mesmo os limites da imaginação.
Aqui estão 10 objetos que atingem os extremos que precisamos para testar os limites dos cálculos científicos e até mesmo os limites da imaginação.
10. Planeta minúsculo
O Observatório Kepler descobriu um sistema estelar com três planetas, incluindo o menor expolaneta encontrado até ao momento. Apelidado de Kepler 37-b, o planeta é o primeiro a ser menor do que Mercúrio.
Na realidade, ele tem apenas o tamanho da nossa Lua. Infelizmente, ele também está localizado desconfortavelmente perto do limite que rebaixou Plutão para planeta-anão. O planeta orbita a sua estrela-mãe a cada 13 dias e possui uma temperatura superficial média de 427 graus Celsius, situando-se a 215 anos-luz da Terra.
9. As bolhas de Fermi
da Via Láctea
Pesquisadores descobriram duas bolhas gigantes perpendicularmente ao disco da nossa galáxia. Essas bolhas só podem ser vistas em raios-X e raios gama. As bolhas de Fermi abrangem uma extensão de 50.000 anos-luz, ou cerca da metade do diâmetro da Via Láctea.
Nem mesmo a NASA sabe ao certo de onde essas bolhas vêm, mas elas poderiam ser emissões do buraco negro supermassivo existente no nosso núcleo galáctico, porque a radiação gama é produzida apenas por eventos incrivelmente energéticos.
Nem mesmo a NASA sabe ao certo de onde essas bolhas vêm, mas elas poderiam ser emissões do buraco negro supermassivo existente no nosso núcleo galáctico, porque a radiação gama é produzida apenas por eventos incrivelmente energéticos.
8. Theia
Há milhões de anos, o Sistema Solar primitivo era extremamente perigoso, cheio de planetóides em pontos diferentes de desenvolvimento. A nossa vizinhança cósmica estava repleta de pedaços de rocha e gelo, representando colisões frequentes.
A maior dessas colisões é responsável por uma das teorias mais populares sobre como a nossa Lua surgiu. A Terra primordial foi impactada por um objeto do tamanho de Marte, chamado Theia. Os dois corpos encontraram-se num ângulo muito específico, e acredita-se que os detritos se uniram dentro da órbita da Terra para formar o que é agora a Lua.
Se o impacto fosse um pouco mais certeiro, seja para mais perto dos pólos ou no Equador, os resultados teriam sido drasticamente diferentes, e a jovem Terra poderia ter sido destruída completamente.
7. Grande Muralha
Sloan
A Grande Muralha Sloan é assustadoramente grande e parece absolutamente irreal para os tipos de comparações de tamanho que os seres humanos estão habituados a lidar.
A Grande Muralha é uma das maiores estruturas do universo, e é composta por uma série de galáxias que se estendem por 1,4 mil milhões de anos-luz. Ela contém centenas de milhões de galáxias distintas, a maioria das quais formam superaglomerados dentro da estrutura global.
6. Buraco negro
minúsculo
Nada no universo inspira tanto medo quanto um buraco negro poderoso. Ele tem gravidade suficiente para engolir a própria luz, que se move a cerca de 300 mil quilômetros por segundo. Nós já vimos buracos negros que são impressionantemente grandes, com milhões de vezes a massa do nosso sol, mas os cientistas também já encontraram um que é impressionantemente pequeno.
Chamado IGR, o buraco negro minúsculo tem apenas cerca de três vezes a massa do sol, tendo o mínimo de massa necessária para a estrela colapsar em buraco negro quando morre. Se a estrela fosse um pouco mais leve, não teria produzido um buraco negro.
5. Galáxia minúscula
As galáxias são imensas – grupos de incontáveis estrelas definidas numa imagem pintada por processos nucleares e gravitacionais. Elas são tão esmagadoramente grandes e luminosas que podemos ver muitas delas mesmo a grandes distâncias.
Por isso, é fácil esquecer que elas também podem ser encontradas no extremo oposto do espectro de tamanho. Segue 2 é um exemplo de como algo pequeno nos pode surpreender, porque ela contém apenas cerca de 1.000 estrelas. Por outro lado, a nossa galáxia possui um número na casa das centenas de milhões.
4. Maior cratera de impacto
Desde que começamos a estudar Marte em detalhes, surgiram discordâncias sobre o motivo dos hemisférios do planeta serem tão diferentes. Uma nova teoria afirma que a desproporção foi causada por um impacto catastrófico que mudou a face do planeta.
A Bacia Borealis oferece pistas sobre o passado tumultuoso de Marte, já que esta é a maior cratera (já descoberta) no Sistema Solar. Ela cobre uma grande parte do planeta: pelo menos 40% dele, abrangendo uma área com 8.500 quilómetros de diâmetro.
A segunda maior cratera também está em Marte, embora seja quatro vezes menor. Segundo os pesquisadores, somente um objeto do tamanho de Plutão poderia ter criado uma cratera tão grande no planeta vermelho.
A segunda maior cratera também está em Marte, embora seja quatro vezes menor. Segundo os pesquisadores, somente um objeto do tamanho de Plutão poderia ter criado uma cratera tão grande no planeta vermelho.
3. Periélio mais próximo no sistema solar
Apesar de Mercúrio ser o grande objeto mais próximo do Sol, há uma abundância de coisas menores que estão ainda mais perto da nossa estrela. Periélio é o ponto em órbita mais próximo da estrela-mãe, e corresponde ao asteróide 2000 BD19 que fica incrivelmente próximo do Sol.
O objeto está a apenas 0,092 unidades astronómicas (UA) do Sol (a Terra está a 1 UA, como comparação) – ficando tão quente que sua temperatura poderia derreter o zinco e outros metais cujo derretimento é difícil.
2. Quasar extremamente velho
Alguns buracos negros são extremamente enormes, mas ULAS J1120 0641 foi uma grande surpresa para os astrónomos, não necessariamente devido ao seu tamanho, mas sim à sua idade. ULAS é o quasar mais antigo já encontrado.
Surgiu 800 milhões de anos após o Big Bang. Isso significa que estamos a ver esse objeto como ele era há 12,9 mil milhões de anos atrás. Ninguém sabe ao certo porque o buraco negro é tão grande, já que não havia muita coisa para ele comer nessa época.
1. Lagos em Titã
A sonda Cassini foi recentemente capaz de obter algumas grandes fotos de lagos espalhados no norte de Titã. A água não pode existir nesta paisagem alienígena, mas as temperaturas são ideais para o metano e etano líquidos fluírem pela superfície da lua em formas de lagos.
Curiosamente, esta é a primeira vez que as nuvens ofereceram uma visão clara da superfície de Titã, mesmo que a sonda Cassini esteja a orbitá-la desde 2004. Os principais lagos têm centenas de quilómetros de largura.
In:CO
NASA criou "disco voador" para enviar pessoas a Marte
Depois de enviar sondas e robôs para o Planeta Vermelho, a Agência Espacial Americana decidiu inovar: desenvolveu um “disco voador” para aterrissar em nosso vizinho, mas sem nenhum E.T. a bordo.
O mistério envolvendo os OVNIS sempre deixou muita gente de cabelo em pé, sendo até um tema abordado em forma de ficção científica em alguns filmes de Hollywood ao longo da história do cinema. Afinal, quem é que não se lembra da famosa frase “E.T., telefone, minha casa”, não é verdade?
Contudo, a NASA (National Aeronautics and Space Administration) decidiu acabar com esse mito e, junto com laboratório de propulsão a jato (Jet Propulsion Laboratory), desenvolveu um “disco voador” próprio — sem usar nenhuma peça em consignação do famoso OVNI que teria despencado nos Estados Unidos em 1947, no ilustre Caso Roswell.
Trata-se do LDSD (Low Density Supersonic Decelerator), ou “Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade” — em tradução livre. Essa inovação será o primeiro teste da nova tecnologia que a NASA pretende usar para descer cargas mais pesadas sobre a superfície de Marte, assim como enviar seres humanos para realizar diversos experimentos por lá.
O design redondo dele — entre seis e oito metros de diâmetro, com capacidade de atingir 4.280 km/h — foi consequência de diversos anos de estudos, visando achar uma solução compatível com a baixa densidade atmosférica do Planeta Vermelho — equivalente a 1% da densidade atmosférica presente na Terra.
Sendo assim, os especialistas de plantão decidiram usar um paraquedas gigantesco, que vai atuar como um desacelerador inflável e fazer com que o “disco voador” desacelere suavemente, pousando sem maiores impactos.
Só para você ter ideia, o Curiosity — robô enviado para Marte em 2011 — pesava menos de uma tonelada e exigiu o desenvolvimento de um sistema bastante complexo de aterrissagem, batizado como “guindaste celeste”, gerando muita dor de cabeça aos envolvidos na missão. O problema é que, para as missões tripuladas do LDSD, calcula-se que as cargas deverão pesar entre 40 e 100 toneladas.
Se os resultados derem sinal verde, em breve Marte poderá receber a visita frequente de “discos voadores” oriundos do nosso planeta. Será que em breve finalmente teremos a resposta para o sonho de criar uma colônia de seres humanos em Marte? O que nos resta é esperar para ver.
In: IT
O mistério envolvendo os OVNIS sempre deixou muita gente de cabelo em pé, sendo até um tema abordado em forma de ficção científica em alguns filmes de Hollywood ao longo da história do cinema. Afinal, quem é que não se lembra da famosa frase “E.T., telefone, minha casa”, não é verdade?
Contudo, a NASA (National Aeronautics and Space Administration) decidiu acabar com esse mito e, junto com laboratório de propulsão a jato (Jet Propulsion Laboratory), desenvolveu um “disco voador” próprio — sem usar nenhuma peça em consignação do famoso OVNI que teria despencado nos Estados Unidos em 1947, no ilustre Caso Roswell.
Trata-se do LDSD (Low Density Supersonic Decelerator), ou “Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade” — em tradução livre. Essa inovação será o primeiro teste da nova tecnologia que a NASA pretende usar para descer cargas mais pesadas sobre a superfície de Marte, assim como enviar seres humanos para realizar diversos experimentos por lá.
O design redondo dele — entre seis e oito metros de diâmetro, com capacidade de atingir 4.280 km/h — foi consequência de diversos anos de estudos, visando achar uma solução compatível com a baixa densidade atmosférica do Planeta Vermelho — equivalente a 1% da densidade atmosférica presente na Terra.
Sendo assim, os especialistas de plantão decidiram usar um paraquedas gigantesco, que vai atuar como um desacelerador inflável e fazer com que o “disco voador” desacelere suavemente, pousando sem maiores impactos.
Só para você ter ideia, o Curiosity — robô enviado para Marte em 2011 — pesava menos de uma tonelada e exigiu o desenvolvimento de um sistema bastante complexo de aterrissagem, batizado como “guindaste celeste”, gerando muita dor de cabeça aos envolvidos na missão. O problema é que, para as missões tripuladas do LDSD, calcula-se que as cargas deverão pesar entre 40 e 100 toneladas.
Prepare as malas!
Os primeiros testes do “disco voador” serão realizados no Havaí em junho — outras provas estão previstas para 2015. Era para os testes começarem no dia 3, mas foram adiados por causa das más condições do tempo.Se os resultados derem sinal verde, em breve Marte poderá receber a visita frequente de “discos voadores” oriundos do nosso planeta. Será que em breve finalmente teremos a resposta para o sonho de criar uma colônia de seres humanos em Marte? O que nos resta é esperar para ver.
In: IT
Astrônomos detectam misterioso sinal de rádio vindo do espaço
O mais interessante é que cientistas não fazem a menor ideia sobre o que pode ter provocado o pulso.
Como você sabe, muitos cientistas estão empenhados em encontrar — de uma vez por todas — formas de vida alienígena. E não é que uma equipe de astrônomos aparentemente detectou um sinal de rádio oriundo do espaço? Infelizmente, parece que não se trata de nenhuma transmissão radiofônica enviada por algum habitante de outro planeta. Mas nem por isso, a descoberta do sinal deixa de ser interessante.
De acordo com uma notícia divulgada pela Universidade McGill, do Canadá, o tal pulso — conhecido como “Lorimer Burst”, ou seja, um pulso celeste transitório cuja duração não ultrapassa alguns milissegundos — foi registado através do radiotelescópio de Arecibo, o maior radiotelescópio fixo do mundo localizado em Porto Rico.
Segundo a publicação, outros sinais de rádio parecidos já haviam sido detectados anteriormente, uma vez pelo radiotelescópio do Observatório Parkes, na Austrália, e a outra pelo próprio radiotelescópio de Arecibo. Contudo, existiam dúvidas de que os pulsos realmente vinham do espaço ou se haviam sido gerados por alguma fonte aqui na Terra.
No entanto, desta vez, os astrônomos afirmam que não existe qualquer dúvida de que o sinal seja de origem cósmica. Conforme explicaram, embora o que provocou o pulso continue sendo um mistério, ele mostra sinais de ter vindo de algum lugar além da Via Láctea.
Os pesquisadores têm alguns palpites sobre o que pode ter provocado o pulso — como explosões provocadas por magnetares, fusões de estrelas de nêutrons ou, ainda, buracos negros em desintegração —, mas tudo não passa de especulação. Contudo, segundo explicaram, com a confirmação de que o sinal não foi gerado no nosso planeta, os astrônomos podem afirmar que se trata de um fenômeno astrofísico que deve ser estudado e classificado.
Pulsos como esse detectado em Arecibo, devido a sua curtíssima duração, são bem difíceis de registrar, apesar de ocorrerem cerca de 10 mil vezes ao dia. O sinal atual foi descoberto durante um levantamento no qual os astrônomos utilizavam o radiotelescópio para encontrar pulsares e outros objetos raros com o objetivo de compreender melhor aspectos a física relacionada com estrelas de nêutrons, bem como testar teorias sobre a física gravitacional.
Com a descoberta do sinal, astrofísicos de diversas partes do mundo estão se dedicando à missão de detectar mais pulsos de rádio através de radiotelescópios capazes de observar porções maiores do espaço, na tentativa de ajudar a identificar esses fenômenos.
In: MC
Como você sabe, muitos cientistas estão empenhados em encontrar — de uma vez por todas — formas de vida alienígena. E não é que uma equipe de astrônomos aparentemente detectou um sinal de rádio oriundo do espaço? Infelizmente, parece que não se trata de nenhuma transmissão radiofônica enviada por algum habitante de outro planeta. Mas nem por isso, a descoberta do sinal deixa de ser interessante.
De acordo com uma notícia divulgada pela Universidade McGill, do Canadá, o tal pulso — conhecido como “Lorimer Burst”, ou seja, um pulso celeste transitório cuja duração não ultrapassa alguns milissegundos — foi registado através do radiotelescópio de Arecibo, o maior radiotelescópio fixo do mundo localizado em Porto Rico.
Definitivamente cósmico
No entanto, desta vez, os astrônomos afirmam que não existe qualquer dúvida de que o sinal seja de origem cósmica. Conforme explicaram, embora o que provocou o pulso continue sendo um mistério, ele mostra sinais de ter vindo de algum lugar além da Via Láctea.
Os pesquisadores têm alguns palpites sobre o que pode ter provocado o pulso — como explosões provocadas por magnetares, fusões de estrelas de nêutrons ou, ainda, buracos negros em desintegração —, mas tudo não passa de especulação. Contudo, segundo explicaram, com a confirmação de que o sinal não foi gerado no nosso planeta, os astrônomos podem afirmar que se trata de um fenômeno astrofísico que deve ser estudado e classificado.
Mais estudos
Com a descoberta do sinal, astrofísicos de diversas partes do mundo estão se dedicando à missão de detectar mais pulsos de rádio através de radiotelescópios capazes de observar porções maiores do espaço, na tentativa de ajudar a identificar esses fenômenos.
In: MC
sexta-feira, junho 13, 2014
De onde vêm os ditos populares?
Santo do pau oco
Quando uma pessoa passa a imagem de ser correta, mas acaba mostrando que não é, costumamos dizer que é um "santo do pau oco". A expressão provavelmente surgiu no século 18, época na qual os contrabandistas usavam imagens sacras ocas para levar ouro e pedras preciosas roubadas das colônias para revender na Europa.
Queimar as pestanas
Durante muito tempo, antes da chegada da eletricidade, a principal fonte de iluminação eram as velas. Como não iluminavam muito, para ler, por exemplo, era necessário colocar bem perto para enxergar e não era raro acabar queimando as pestanas (cílios). A expressão hoje é usada para falar de alguém que tem que ler ou estudar muito.
Com as mãos a abanar
A expressão vem do início do século passado, época de grande imigração no Brasil. Muitos estrangeiros que chegavam e buscavam trabalho no campo tinham suas próprias ferramentas. E para os donos das terras, aqueles que chegavam sem nada, de mãos vazias, pareciam não querer saber de trabalho e acabavam sendo menos favorecidos na hora da contratação.
Cair no conto do vigário
Conta a história que duas igrejas em Ouro Preto, Minas Gerais, receberam de presente a imagem de uma santa. Sem saber como definir qual das duas ficaria com ela, deixaram a vontade divina decidir: colocaram a imagem sobre o lombo de um burro no meio do caminho entre as duas paróquias e, para onde fosse o burro, estaria decidido quem ficava com a santa. Dito e feito, decidiram o vencedor. Depois, descobriram que o vigário da igreja vencedora tinha treinado o animal para voltar à sua congregação. Assim, até hoje a expressão é sinônimo de ser vítima de golpes e vigaristas.
Lágrimas de crocodilo
Esta expressão, que quer dizer choro fingido, falso. Vem da própria natureza do crocodilo. Quando ele come, o alimento pressiona o céu da boca e comprime suas glândulas lacrimais. Por isso, enquanto devora sua presa, o crocodilo chora. Mas isso não tem nada a ver com emoção ou dor. Por isso, a expressão dá a ideia de choro de mentira, sem sentimento.
Arroz de festa
Todo mundo tem aquele amigo que não perde uma festinha, que está em todo evento, o famoso “arroz de festa”. Esse dito vem do costume de jogar arroz nos noivos após a cerimônia, como símbolo do desejo de prosperidade para o novo casal. Também era comum, nos casamentos portugueses, ter vários pratos preparados com o grão.
Casa da mãe Joana
Um lugar sem regras, onde se faz o que quiser, é para nós a “casa da mãe Joana”. Há duas versões para a origem da expressão. A primeira teria se passado na época do Segundo Império do Brasil. Os homens importantes se encontravam nos bordéis cariocas e um dos preferidos era de uma senhora chamada Joana. A segunda teria vindo da época do reinado de Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença (1326-1382). Ela teria autorizado o funcionamento dos prostíbulos em Avignon, que passou a se chamar “paço de mãe Joana”. No Brasil, ficou “casa da mãe Joana”.
Elefante branco
Costumamos dizer que algo grande, sem utilidade e que atrapalha é um elefante branco. A ideia vem de um antigo hábito do rei de Sião (onde hoje é a Tailândia) que costumava dar um elefante branco aos súditos que tinham problemas, como uma forma de benção. Como o elefante é um animal sagrado em sua cultura, não podiam usar o animal para trabalhar e nem vender, já que era um presente do rei. Restava ao “felizardo”, cuidar e alimentar o animal, sem que este servisse para nada mais que ocupar espaço e dar trabalho.
Feito nas coxas
Algo mal acabado, feito de qualquer jeito, é o que chamamos de “feito nas coxas”. A expressão vem do período da escravidão no País, época em que as telhas de barro eram feitas manualmente. Quem as fabricavam eram os escravos que moldavam a argila sobre as pernas para dar forma. Por isso, as telhas não ficavam exatamente iguais, já que cada pessoa tem as coxas de um tamanho diferente.
De pequenino é que se torce o pepino
É normal que apareçam uns “olhinhos” (pequenas deformações) no pepino quando ele começa a crescer e, para dar melhor aspecto ao legume, os agricultores costumam cortar estas partes, que deixam a planta feia e podem alterar seu sabor. A expressão acabou sendo associada à educação das crianças, querendo dizer que, desde pequenos, temos que ensinar valores e ajudar a formar um bom caráter.
In: Edu e Ciencia
Cinco teorias sobre a origem da vida
Do surgimento da vida no mar até a vinda de outros planetas:
Todos sabem que a origem da vida é composta de mistérios, hipóteses e descobertas. Envolvendo crenças, religiões e ciência, esse é um dos temas mais polêmicos, sem respostas e que pautam os estudos dos grandes pesquisadores do mundo.
Em meio a tantas teorias, todas elas apresentam um conceito em comum: a Terra começou a ser habitada há mais de 3 bilhões de anos por micróbios.
Os biólogos estão fazendo um ótimo trabalho mostrando como os organismos vivos funcionam, mas ainda não sabem responder muitas perguntas referentes à vida e como ela pode ter evoluído através de um mundo praticamente desabitado. De que forma moléculas inorgânicas tornaram-se organismos vivos capazes de crescer e evoluir?
Com toda certeza, esse é um dos assuntos mais fascinantes e complexos que podemos debater na atualidade. Para tentar entender um pouco melhor sobre o tema, vamos conhecer algumas teorias!
1. Teoria dos mares
Você já imaginou se a vida foi iniciada em um ambiente aquático? Pois é, a teoria de que a vida surgiu nos mares indica que tudo pode ter começado através de fontes hidrotermais – uma das maiores zonas de biodiversidade da Terra – que não necessitam de luz solar e fotossíntese.
As fontes teriam expelido moléculas ricas em hidrogênio, mantendo-as concentradas em um único ambiente, favorecendo os minerais catalisadores. Até hoje, esse ambiente cultiva um grandioso ecossistema.
2. Primórdios no gelo
Quando o sol não esquentava tanto a Terra como nos dias de hoje, o gelo pode ter dominado os oceanos. Já imaginou você, indo para a praia com os amigos, quando se depara com o mar todo congelado? Assim fica difícil, né?
A camada de gelo possivelmente formada no oceano há 3 bilhões de anos pode ter protegido alguns compostos orgânicos mais frágeis dos raios ultravioleta. Aliás, o frio pode ter sido um dos fatores fundamentais para ajudar as moléculas a sobreviver por mais tempo, permitindo a proliferação.
A teoria vem sendo aprimorada ao longo dos anos por cientistas como Stanley Miller e o biólogo molecular da Universidade Albert Einstein de Medicina em Nova York, Matthew Levy.
3. Panspermia
Idealizada por Anaxágoras no século 5 a.C. na Grécia, Panspermia é uma das hipóteses de que a vida foi trazida à Terra por meteoritos, asteroides e planetoides.
A teoria propõe que a vida pode sobreviver aos efeitos adversos do espaço; como as bactérias extremófilas (organismos que conseguem sobreviver a condições geoquímicas extremas) que podem ficar presas em matérias para viajar por um longo período até colidir com outros planetas.
Você que lembrou do Venom dos quadrinhos do Homem-Aranha, sim, a simbiose pode ser uma bactéria extremófila, por que não? Afinal, ela sobrevive a qualquer condição.
Quando essas bactérias extremófilas conseguem se adaptar às condições de outros planetas, a vida começa! Elas vão ser capazes de iniciar o processo de proliferação e evolução. O conceito de Panspermia também relaciona que é possível existir vida em outros planetas – será que todos nós somos descendentes de seres extraterrestres?
4. Faíscas da vida
Um famoso experimento realizado pelos cientistas Miller e Urey na Universidade de Chicago em 1953 pode indicar o início de vida na Terra. A experiência consistia em simular as condições primitivas de 3 bilhões de anos.
Para realizar todo o processo foi preciso de um recipiente fechado com um balão contendo água, metano, amônia, hidrogênio e descargas elétricas. Depois de um tempo de exposição diante das faíscas, alguns compostos orgânicos surgiram dentro do ambiente vedado, incluindo aminoácidos e açúcares.
Ao que tudo indica, o clima morno e úmido da Terra naquela época pode ter sido essencial para a criação de compostos básicos necessários para a vida.
5. Origem da vida e argila
Sabe a argila que você usava para atirar no amigo nas aulas de Educação Artística na escola? Então, ela pode ter sido responsável pelo início da vida. De acordo com uma ideia elaborada pelo químico Alexander Graham Cairns-Smith, da universidade de Glasgow na Escócia, a teoria mostra que a argila pode adsorver compostos orgânicos, desempenhando uma função de catalisador e protetor de reações – protegendo inclusive de radiação.
Em algumas mitologias como a grega de Prometeu e Atena, é comum encontrar referências de que a vida foi criada através de um molde de argila.
Teorias, muitas teorias
É claro que citamos apenas algumas teorias científicas sobre as origens da vida. Muitas dúvidas ainda habitam a cabeça de todos nós, mas uma coisa é certa: esse assunto nunca vai deixar de render dúvidas, mistérios e discussões. Com diversos conceitos entre ciência e religião, a verdade é que cada um acredita naquilo que lhe convém e na forma como a nossa espécie chegou até aqui.
In: MC; LC;
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