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quarta-feira, janeiro 18, 2017

Anuário 2017

Acompanhe abaixo os astroeventos de 2017, dia após dia, visíveis a olho nu (sem binóculos ou telescópios). Os horários aqui informados são no horário de Brasília. Por estar numa região central do Brasil, também foram utilizadas as coordenadas de Brasília para calcular os astroeventos. Dessa forma, dependendo da sua localidade as efemérides abaixo podem variar ligeiramente.
Tem dúvida de algum termo? No final dessa página você também encontra um pequeno glossário.

Janeiro

01 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, após o ocaso às 19h56
01 – Lua próxima de Vênus às 22h24
02 – Lua próxima de Marte às 22h54
03 – Constelação de Gêmeos em oposição às 21h54
04 – Terra no periélio. Distância: 147,1 milhões de km do Sol às 11h12
04 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Quadrantídeos
05 – Lua em quarto crescente às 17h48
08 – Lua próxima do Aglomerado das Plêiades às 20h48
12 – Lua Cheia às 09h35
12 – Vênus em máxima elongação. Visível após o ocaso às 19h49
12 – Estrela Prócion em oposição às 22h08
14 – Estrela Póllux em oposição às 07h38
15 – Lua muito próxima de Regulus às 01h00
17 – Júpiter próxima da estrela Spica às 00h59
19 – Lua em quarto minguante às 20h14
19 – Lua próxima da estrela Spica às 01h23
19 – Lua próxima de Júpiter às 01h42
19 – Mercúrio em máxima elongação. Visível antes do alvorecer às 06h54
21 – Lua no apogeu. Distância: 404.823 km da Terra às 22h12
24 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, antes do alvorecer às 06h57
24 – Lua próxima de Saturno às 06h22
24 – Constelação de Câncer em oposição às 20h34
26 – Lua próxima de Mercúrio às 05h45
27 – Lua nova às 22h08
30 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, após o ocaso às 19h49
31 – Lua próxima de Vênus às 20h12
31 – Lua próxima de Marte às 22h10

Fevereiro

04 – Lua em quarto crescente às 02h20
05 – Lua próxima do Aglomerado das Plêiades às 00h37
05 – Lua muito próxima da estrela Aldebaran às 20h31
06 – Lua no perigeu. Distância: 368.868 km da Terra às 13h57
07 – Mercúrio no afélio. Distância: 69,82 km do Sol às 12h17
08 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Alfa Centaurídeos
10 – Lua Cheia às 22h34
10 – Eclipse penumbral da Lua. No Brasil será visto totalmente, exceto no oeste da região norte às 22h44
15 – Lua próxima da estrela Spica às 06h30
15 – Lua próxima de Júpiter às 06h40
16 – Júpiter no afélio. Distância: 816,29 milhões de km do Sol às 19h20
18 – Lua em quarto minguante às 17h34
18 – Estrela Regulus em oposição às 09h37
18 – Vênus em máximo brilho às 13h35
18 – Lua no apogeu. Distância: 404.286 da Terra às 19h18
19 – Termina o horário de verão. Atrase seu relógio em 1 hora às 00h00
20 – Vênus no periélio. Distância: 107,48 milhões de Km do Sol às 12h56
21 – Lua próxima de Saturno às 01h53
22 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, antes do alvorecer às 06h10
23 – Constelação de Leão em oposição às 23h59
26 – Lua nova às 11h59
26 – Eclipse anular do Sol. No Brasil será visto parcialmente nas regiões sul e sudeste e em partes do centro-oeste e nordeste às 11h39
27 – Júpiter próximo da estrela Spica às 21h23
28 – Lua próxima de Vênus às 19h07

Março

01 – Lua próxima de Marte às 19h11
01 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, após o ocaso às 18h35
03 – Lua no perigeu. Distância: 369.210 km da Terra às 03h06
03 – Constelação de Ursa Maior em oposição às 23h35
03 – Lua próxima do Aglomerado das Plêiades às 22h14
04 – Lua muito próxima da estrela Aldebaran às 23h12
05 – Lua em quarto crescente às 08h33
10 – Lua muito próxima da estrela Regulus às 19h10
12 – Lua Cheia às 11h54
14 – Lua próxima da estrela Spica às 20h18
14 – Lua próxima de Júpiter às 20h18
15 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Gama Normídeos
18 – Lua no apogeu. Distância: 404.555 km da Terra às 14h38
20 – Lua em quarto minguante às 12h59
20 – Equinócio de outono no hemisfério sul às 07h30
20 – Lua próxima de Saturno às 05h37
24 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, antes do alvorecer às 06h16
25 – Constelação de Cruzeiro do Sul em oposição às 18h55
27 – Lua nova às 23h58
27 – Estrela Acrux em oposição às 14h22
30 – Lua próxima de Marte às 18h50
30 – Lua no perigeu. Distância: 363.928 km da Terra às 09h18
30 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, após o ocaso às 18h14
31 – Lua próxima do Aglomerado das Plêiades às 19h01

Abril

01 – Lua próxima da estrela Aldebaran às 21h20
03 – Lua em quarto crescente às 15h40
07 – Lua muito próxima da estrela Regulus às 02h37
07 – Júpiter em máximo brilho às 22h53
08 – Júpiter em oposição às 08h38
08 – Júpiter mais próximo da Terra. Distância: 666,45 milhões de km do nosso planeta às 18h25
11 – Lua Cheia às 03h09
11 – Constelação de Virgem em oposição às 04h59
12 – Estrela Spica em oposição às 15h10
15 – Lua no apogeu. Distância: 405.378 km da Terra às 07h29
16 – Lua próxima de Saturno às 22h19
19 – Lua em quarto minguante às 06h58
19 – Marte próximo do Aglomerado das Plêiades às 19h10
22 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, antes do alvorecer às 06h20
22 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Lirídeos
23 – Lua próxima de Vênus às 05h52
24 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Pi Pupideos
26 – Lua nova às 09h17
26 – Estrela Arcturus em oposição às 03h54
26 – Vênus em máximo brilho às 15h35
27 – Lua no perigeu. Distância: 359.459 km da Terra às 13h27
27 – Lua próxima de Marte às 19h06
28 – Lua próxima da estrela Aldebaran às 18h35
29 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, após o ocaso às 17h55

Maio

02 – Lua em quarto crescente às 23h48
02 – Estrela Alfa do Centauro em oposição às 11h11
04 – Lua próxima da estrela Regulus às 00h51
06 – Mercúrio no afélio. Distância: 69,82 milhões de km do Sol às 10h33
06 – Marte próxima da estrela Aldebaran às 18h55
06 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Eta Aquarídeos
07 – Lua próxima de Júpiter às 18h19
08 – Lua próxima da estrela Spica às 04h15
09 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Eta Lirídeos
10 – Lua Cheia às 18h43
10 – Constelação de Libra em oposição às 06h49
13 – Lua próxima de Saturno às 20h27
17 – Mercúrio em máxima elongação. Visível antes do alvorecer às 06h27
18 – Lua em quarto minguante às 21h34
22 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, antes do alvorecer às 06h28
22 – Lua próxima de Vênus às 06h05
24 – Lua próxima de Mercúrio às 05h12
25 – Lua nova às 16h45
26 – Lua próxima de Marte às 18h35
28 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, após o ocaso às 17h47
30 – Estrela Antares em oposição às 03h34
30 – Constelação de Escorpião em oposição às 06h44
31 – Lua próxima da estrela Regulus às 18h25

Junho

01 – Lua em quarto crescente às 09h43
03 – Vênus em máxima elongação. Visível antes do alvorecer às 06h32
03 – Lua próxima de Júpiter às 21h42
04 – Lua próxima da estrela Spica às 18h23
09 – Lua Cheia às 10h10
12 – Vênus no afélio. Distância: 108,94 milhões de km do Sol às 19h30
15 – Saturno em máximo brilho às 07h16
15 – Saturno em oposição às 08h37
15 – Saturno mais próximo da Terra. Distância: 1,352 bilhões de km da Terra às 11h07
17 – Lua em quarto minguante às 08h33
20 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, antes do alvorecer às 06h37
21 – Lua próxima de Vênus às 03h44
21 – Solstício de inverno no hemisfério sul às 17h40
22 – Lua próxima do Aglomerado das Plêiades às 04h50
22 – Lua próxima de Aldebaran às 05h57
23 – Lua nova às 23h31
23 – Lua no perigeu. Distância: 358.106 km da Terra às 07h39
27 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, após o ocaso às 17h50
27 – Lua muito próxima da estrela Regulus às 21h15
27 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Bootídeos
29 – Estrela Vega em oposição às 22h50
30 – Lua em quarto crescente às 21h52

Julho

01 – Lua próxima de Júpiter às 00h08
01 – Lua próxima da estrela Spica às 22h23
03 – Vênus próximo do Aglomerado das Plêiades às 05h43
03 – Terra no afélio. Distância 152,09 milhões de km do Sol às 10h12
05 – Constelação de Sagitário em oposição às 12h51
06 – Lua no apogeu. Distância: 405.880 km da Terra às 02h10
09 – Lua Cheia às 01h07
14 – Vênus próximo da estrela Aldebaran às 04h05
16 – Lua em quarto minguante às 16h26
19 – Lua próxima do Aglomerado das Plêiades às 03h07
20 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, antes do alvorecer às 06h38
20 – Lua próxima de Vênus às 06h09
21 – Lua no perigeu. Distância: 361.282 km da Terra às 13h57
23 – Lua nova às 06h46
24 – Lua próxima de Mercúrio às 19h21
24 – Lua próxima da estrela Regulus às 19h31
25 – Mercúrio muito próximo da estrela Regulus às 19h24
26 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, após o ocaso às 17h59
28 – Lua próxima de Júpiter às 18h28
28 – Lua próxima da estrela Spica às 22h53
28 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Piscis Austrinídeos
30 – Lua em quarto crescente às 12h24
30 – Mercúrio em máxima elongação. Visível após o ocaso às 18h00
30 – Estrela Deneb em oposição às 19h25
30 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Delta Aquarídeos
30 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Alfa Capricornídeos

Agosto

02 – Constelação de Capricórnio em oposição às 00h25
02 – Mercúrio no afélio. Distância: 69,82 milhões de km do Sol às 09h49
02 – Lua no apogeu. Distância: 404.943 km da Terra às 15h27
03 – Lua próxima de Saturno às 02h41
07 – Lua Cheia às 15h11
13 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Perseídeos
14 – Lua em quarto minguante às 22h16
15 – Lua próxima do Aglomerado das Plêiades às 05h37
16 – Lua muito próximo da estrela Aldebaran às 02h07
18 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, antes do alvorecer às 06h26
18 – Lua no perigeu. Distância: 366.093 km da Terra às 10h57
18 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Kappa Cygnideos
19 – Lua próximo de Vênus às 04h49
21 – Lua nova às 15h31
21 – Eclipse total do Sol. No Brasil será visto parcialmente em parte das regiões norte e nordeste às 15h27
25 – Lua próximo de Júpiter às 18h26
25 – Lua próxima da estrela Spica às 18h39
25 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, após o ocaso às 18h05
25 – Constelação de Aquário em oposição às 23h19
29 – Lua em quarto crescente às 05h14
30 – Lua no apogeu. Distância: 404.224 km da Terra às 08h38
30 – Lua próxima de Saturno às 18h42

Setembro

01 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Alfa Aurigídeos
03 – Júpiter próxima da estrela Spica às 20h34
05 – Estrela Formalhaut em oposição às 08h13
06 – Lua Cheia às 04h04
10 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Epsilon Perseídeos
13 – Lua em quarto minguante às 03h26
13 – Lua no perigeu. Distância: 369.956 km da Terra às 13h42
17 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, antes do alvorecer às 06h05
18 – Lua próxima de Vênus às 05h07
18 – Lua próxima da estrela Regulus às 05h10
19 – Vênus muito próximo da estrela Regulus às 05h21
20 – Lua nova às 02h31
21 – Lua próxima da estrela Spica às 19h22
21 – Lua próxima de Júpiter às 19h33
22 – Equinócio de primavera no hemisfério sul às 17h02
23 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, após o ocaso às 18h07
25 – Lua próxima da estrela Antares às 18h31
26 – Lua próxima de Saturno às 22h37
27 – Lua em quarto crescente às 23h54
27 – Lua no apogeu. Distância: 404.290 km da Terra às 03h57
28 – Constelação de Peixeis em oposição às 06h18

Outubro

03 – Vênus no periélio. Distância: 107,47 milhões de km do Sol às 02h55
05 – Lua Cheia às 15h41
05 – Vênus muito próximo de Marte às 05h12
07 – Marte no afélio. Distância: 249,25 milhões de km do Sol às 18h47
08 – Lua próxima do Aglomerado das Plêiades às 21h48
08 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Draconídeos
10 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Taurídeos do Sul
12 – Lua em quarto minguante às 09h26
12 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Delta Aurigídeos
15 – Lua muito próxima da estrela Regulus às 06h00
15 – Tem início o horário de verão. Adiante seu relógio 1 hora às 00h00
16 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, antes do alvorecer às 06h43
17 – Lua próxima de Marte às 06h21
18 – Lua próxima de Vênus às 06h10
18 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Epsilon Geminídeos
19 – Lua nova às 17h13
19 – Estrela Achernar em oposição às 10h41
21 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Orionídeos
23 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, após o ocaso às 19h12
23 – Lua próxima de Saturno às 22h31
24 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Leo Minorídeos
25 – Lua no apogeu. Distância: 405.129 km da Terra às 00h43
27 – Lua em quarto crescente às 20h23

Novembro

02 – Constelação de Áries em oposição às 01h15
04 – Lua Cheia às 03h24
05 – Lua próxima do Aglomerado ds Plêiades às 05h35
05 – Lua muito próxima da estrela Aldebaran às 23h06
05 – Lua no perigeu. Distância: 361.410 km da Terra às 23h08
10 – Lua em quarto minguante às 18h37
12 – Mercúrio próximo da estrela Antares às 20h02
12 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Taurídeos do Norte
15 – Lua próxima de Marte às 04h49
15 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, antes do alvorecer às 06h31
15 – Lua próxima da estrela Spica às 05h50
17 – Lua próxima de Júpiter às 05h57
18 – Lua nova às 09h43
18 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Leonídeos
19 – Mercúrio em máximo brilho às 04h46
19 – Lua próxima de Mercúrio às 20h33
20 – Lua próxima de Saturno às 20h59
21 – Lua no apogeu. Distância: 406.127 km da Terra às 17h33
21 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, após o ocaso às 19h25
22 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Alfa Monocerotídeos
23 – Mercúrio em máxima elongação. Visível após o ocaso às 19h26
26 – Lua em quarto crescente às 15h04
27 – Marte próximo da estrela Spica às 05h43
27 – Mercúrio próximo de Saturno às 20h29

Dezembro

01 – Constelação de Touro em oposição às 02h49
02 – Estrela Aldebaran em oposição às 11h55
02 – Lua próxima do Aglomerado das Plêiades às 20h26
02 – Dia da Astronomia no Brasil
03 – Superlua Cheia. A Lua estará mais próxima da Terra (357.987 km) às 13h48
03 – Lua próxima de Aldebaran às 05h46
04 – Lua no perigeu. Distância: 357.525 km da Terra às 07h39
06 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Fenicídeos
07 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Pupídeos-Velídios
09 – Lua próxima da estrela Regulus às 00h43
09 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Monocerídeos
10 – Lua em quarto minguante às 05h52
11 – Estrela Capela em oposição às 19h36
12 – Constelação de Órion em oposição às 13h37
12 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Sigma Hidrídeos
13 – Lua próxima de Marte às 05h51
14 – Lua próxima de Júpiter às 06h05
14 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Geminídeos
15 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, antes do alvorecer às 06h35
16 – Lua próxima da estrela Antares às 05h53
16 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Coma Berenicídeos
18 – Lua nova às 04h31
20 – Estrela Betelgeuse em oposição às 12h16
20 – Madrugada de máxima atividade da chuva de meteoros Leonis Minorídeos
21 – Solstício de verão no hemisfério sul às 14h29
21 – Melhor dia para observar a luz cinérea na Lua, após o ocaso às 19h42
26 – Lua em quarto crescente às 07h21
26 – Estrela Canopus em oposição às 23h59
30 – Lua próxima do Aglomerado das Plêiades às 03h26
30 – Lua muito próxima da estrela Aldebaran às 21h52
31 – Estrela Sirius em oposição às 19h00
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GLOSSÁRIO
Afélio: Quando um objeto está na sua maior distância do Sol
Alvorecer: Conhecido popularmente como o “nascer do Sol”
Apogeu: Quando um objeto está na sua maior distância da Terra
Efemérides: Lista de eventos ou outros acontecimentos no céu
Elongação: Observado da Terra, maior ou menor distância angular de Mercúrio ou Vênus do Sol
Equinócio: Ocorre em dois dias por ano, quando em março e setembro o dia e a noite possuem a mesma duração
Luz cinérea: Luz da Terra refletida sobre a Lua
Ocaso: Conhecido popularmente como o “pôr do Sol”
Oposição: Melhor dia para observar o objeto. Ele estará mais brilhante e visível durante toda a noite
Periélio: Quando um objeto está na sua menor distância do Sol
Perigeu: Quando um objeto está na sua menor distância da Terra
Solstício: Ocorre em dois dias por ano, quando temos em junho a noite mais longa do ano e em dezembro o dia mais longo do ano (no hemisfério sul)

13 fenômenos que protagonizarão espetáculos no céu em 2017
























Se em 2016 foi o ano da Superlua, 2017 será dos eclipses, planetas próximos à Terra e chuvas de meteoros. Dos 13 principais fenômenos previstos para protagonizarem um verdadeiro espetáculo no céu, pelo menos, três merecem destaque.

Em 2017, três eclipses do Sol e da lua (esse último com aspecto de sangue) prometem causar admiração nas pessoas que olharem além do horizonte. Os planetas Vênus, Júpiter e Saturno ficarão mais próximos ao planeta Terra, podendo ser observados em maiores detalhes. A Superlua volta a brilhar no espaço em dezembro, só que com menos intensidade do que as maiores previstas para o século.

Portanto, fique sabendo do calendário dos principais fenômenos previstos para o próximo ano, de acordo com a astronomia. A lista completa dos astroeventos pode ser encontrada no anuário disponibilizado no site do Futuro Astrônomo.

4 de Janeiro - Chuva de Meteoros Quadrantídeas



O Fenômeno acontece todos os anos, sendo mais visto no Hemisfério Norte. No Brasil, as pessoas ainda poderão ter uma boa visualização. A dica de James Solon, astrônomo do grupo Astro PE é contemplar em um lugar mais afastado da cidade, assim como na área rural, devido à poluição luminosa (luzes artificiais).

12 de Janeiro - Vénus mais próxima da terra




O planeta, também conhecido como estrela D'alva, poderá ser apreciado por mais tempo no céu neste dia. O astro estará mais visível após o pôr do sol, por volta das 18h. Mesmo sendo um planeta mais irradiante do Sistema Solar, depois do Sol e da lua, o objeto celeste estará como uma estrela, brilhando ainda mais forte.

10 de Fevereiro - Eclipse da Lua


O fenômeno será visto totalmente no céu do País, exceto no Oeste da região Norte do Brasil. Já no Recife, o eclipse da lua poderá ser visto às 21h44. No auge, o astrônomo diz que o satélite natural da Terra vai ficar aparentemente vermelha, com aspecto da Lua de Sangue.

26 de Fevereiro - Eclipse anular do Sol


O eclipse, momento em que a lua cobre parte do sol, será visto parcialmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, além de partes do Centro-Oeste. Na região Nordeste, o fenômeno poderá ser visto quando estiver entre 15% a 20% do total.

08 de Abril - Júpiter mais proximo da Terra


O planeta estará a 666,45 milhões de quilômetros da Terra, podendo ser observado às 18h25 e vai até as 6h da manhã. O astrônomo garante que o maior planeta do Sistema Solar ficará ainda mais brilhante.

15 de Junho - Saturno mais proximo da Terra


O sexto planeta a partir do Sol e o segundo maior do Sistema Solar estará a 1,352 bilhões de quilômetros da Terra. Saturno poderá ser visto por volta das 11h07 no Brasil.

Julho - Observação da Via Láctea


Durante todo o mês, as pessoas poderão apreciar com mais detalhe a Via Láctea. O melhor horário, de acordo com James, será das 19h às 4h da manhã. O astrônomo ainda diz que uma faixa esbranquiçada poderá ser vista no céu. O melhor local para observar é afastado da cidade, como interior, devido à poluição luminosa.

13 de Agosto - Chuva de meteóros Perseídeas


A madrugada deste dia será de chuva de meteoros, período em que a lua minguante vai dificultar a observação. O astrônomo explica que a iluminação do satélite natural da Terra pode atrapalhar a visualização do cometa. A orientação é apreciar em um lugar afastado da cidade.

21 de Agosto- Eclipse parcial do Sol


Em algumas partes mundo está previsto para ocorrer o eclipse total do Sol. Apenas no Brasil, o fenômeno será parcial, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, podendo ser visualizado no fim da tarde. Quem olhar para o céu nesta data só poderá ver apenas 30% do total. Para nós, o eclipse parcial vai acontecer porque apenas uma parte do Sol ficará coberto pela lua.

21 de Outubro - Chuva de meteóros Orionídeos


A chuva de meteoros, também conhecida como Constelação das Três Marias, terá mais destaque no céu devido à lua nova. O especialista explica que o fenômeno terá a melhor visualização por causa do satélite natural da Terra, que não estará muito brilhante e sem interferência na observação.

18 de Novembro - Chuva de meteóros Leonídeos


A madrugada desta data será de meteoros, prevista para começar às 1h da manhã e vai até as 5h. O astrônomo explica que a pouca luminosidade da lua nova no dia 18 não vai impedir a visualização da chuva de cometas.

03 de Dezembro - Super Lua Cheia


Depois de ocorrer três fenômenos da Superlua em 2016, no fim do próximo ano ela volta a bilhar no céu. Apesar de o satélite ficar a 357.987 km da Terra, quando normalmente fica a 384.400 km, ele não estará na lista dos maiores previstos para o século. No entanto, será um ótimo período para não deixar de contemplar o horizonte.

14 de Dezembro - Chuva de meteoros Geminídeos


A constelação de Gêmeos terá uma noite máxima de meteoros. O comenta, chamado de Geminídeos, poderá ser visto no fim da madrugada deste dia. Na ocasião, a lua estará super fina, sendo um excelente período para observar o céu mais atento e sem interferência luminosa do satélite natural da Terra, segundo o pesquisador do Astro PE.

In: Noticiasne10

quarta-feira, setembro 28, 2016

O céu cai todos os dias em uma das luas de Júpiter

A atmosfera de Io entra em colapso toda vez que anoitece por lá

(FOTO: NASA/JPL/UNIVERSIDADE DE ARIZONA) BOA NOITE, ALIENÍGENAS. IMAGEM DE IO FEITA PELA SONDA GALILEO EM 1999.

Nas HQs de Asterix, a tribo de bárbaros gauleses que resiste ao Império Romano faz um pedido frequente ao deus celta Toutatis: que o céu não caia sobre suas cabeças. A chance de isso acontecer é pequena o suficiente para que a divindade atenda ao pedido sem maiores dificuldades.
Mas só porque a história se passa no planeta Terra, claro. Astrônomos acabam de descobrir que em Io, um dos 67 satélites conhecidos de Júpiter, o céu realmente cai todos os dias. Mas não há nada de divino nisso: ele é uma simples consequência do dia e da noite.
A atmosfera do satélite é composta essencialmente por dióxido de enxofre expelido por incontáveis vulcões — inclusive esta lua é um dos corpos com maior atividade vulcânicado universo conhecido. O que por si só já tornaria uma visita uma péssima ideia. Para completar a tragédia, porém, todos os dias, quando a lua entra na sombra do gigante gasoso, ela esfria tanto que todo o SO2 passa na hora do estado gasoso ao sólido, e então... Neva. Durante a noite – que dura apenas duas horas –, a atmosfera inteira congela e cai.
Assim que amanhece, porém, a rápida elevação de temperatura faz tudo evaporar. E em um piscar de olhos o céu volta ao seu lugar. Até Toutatis ficaria assustado.
pesquisa foi publicada no Journal of Geophysical Research. O grupo de pesquisadores – que contava com membros americanos, franceses e espanhóis – usou o telescópio Gemini para registrar o fenômeno. A astronomiasuspeitava da ocorrência do fenômeno há algum tempo, mas só agora há tecnologia suficiente para realizar medições precisas o suficiente.
“Isso confirma que a atmosfera de Io está em um constante estado de colapso e reconstituição, e mostra que uma grande fração dela depende da sublimação de gelo de SO2”, afirmou John Spencer, um dos autores do estudo, em um anuncio à imprensa. “Nós sempre suspeitamos, mas só agora vimos o fenômeno acontecendo.”
Definitivamente um péssimo lugar para se morar. Na mitologia grega, “Io” é o nome de uma das amantes mortais de Zeus, que entre os romanos se tornaria Júpiter.

terça-feira, setembro 27, 2016

Stephen Hawking afirma que devemos ter cuidado ao contatar ETs

Em documentário, físico comparou o contato com civilizações avançadas ao encontro de Colombo com os índios




Depois de afirmar, em 2010, que os humanos deveriam ter cuidado ao tentar fazer contato com aliens, o físico Stephen Hawking reforçou mais uma vez sua preocupação. As palavras de aviso estão no documentário Stephen Hawking’s Favorite Places ("Os Lugares Favoritos de Stephen Hawking").
No filme de 30 minutos, Hawking viaja pelo universo em uma nave fictícia. Entre os lugares “visitados” por ele, está o Gliese 832c, um planeta parecido com a Terra, que fica relativamente perto, a 16 anos luz.
“Se existir vida inteligente lá, nós devemos ouví-la”, afirmou o físico. “Um dia receberemos um sinal de um planeta como este, mas devemos ter cuidado ao respondê-lo. Encontrar uma civilização avançada pode ser como o encontro entre Colombo e os índios. Nós sabemos que isso não acabou muito bem.”
Como já havia afirmado anteriormente, para Hawking, basta olhar a nós mesmos para ver como a vida inteligente pode evoluir para algo que não queremos encontrar. O pessimismo de Hawking não é novidade, veja aqui suas previsões sobre o futuro do planeta. 
Apesar dos avisos, o cientista está bastante interessado em encontrar vida fora da Terra. Ao lado do bilionário russo Yuri Milner e do presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, ele planeja enviar sondas ao espaço com o projeto Breakthrough Starshot — mais especificamente para o sistema de Alpha Centauri, onde descobriram o Proxima B, um exoplaneta com possibilidade de vida.

In: Revista Galileu


sexta-feira, junho 03, 2016

FÍSICOS PODEM TER DETETADO UMA QUINTA FORÇA FUNDAMENTAL DA NATUREZA

Maxwell Hamilton / Flickr


Uma equipa de físicos húngaros acredita ter encontrado provas de uma quinta força fundamental da natureza. Se for comprovada, a descoberta pode alterar a nossa compreensão de como o universo realmente funciona.

Uma parte fundamental do Modelo Padrão da Física é que tudo no universo é controlado por apenas quatro forças fundamentais – gravidade, eletromagnetismo e as forças nucleares forte e fraca -, que explicam todo o comportamento e as partículas que vemos no universo.

A gravidade é responsável por manter juntos os planetas e a força eletromagnética é responsável por manter as nossas moléculas juntas. Por outro lado, a força nuclear forte é a “cola” dos núcleos atómicos, enquanto a força nuclear fraca ajuda alguns átomos a passarem pelo decaimento radioativo.

Estas quatro forças pareciam até agora poder explicar razoavelmente bem toda a física que podemos observar, explica a revista Popular Science.

Bosão super leve

As provas desta quinta força foram descobertas no ano passado, quando uma equipa da Academia Húngara de Ciências informou que tinha disparado protões em lítio-7 e, nas cinzas nucleares, tinham detetado um novo bosão super leve que era apenas 34 vezes mais pesado do que um eletrão.

Por mais impressionante que isto possa parecer, o artigo ficou em grande medida esquecido, até que uma equipa dos Estados Unidos publicou a sua própria análise dos dados no final do mês passado.

Na análise, a equipa dos EUA, liderada por Jonathan Feng, da Universidade da Califórnia em Irvine, mostrou que os dados não entram em conflito com experiências anteriores e calculou que o novo bosão poderia de facto carregar uma quinta força fundamental.

O artigo ainda não foi revisto por pares, mas estando publicado na plataforma arXiv permite que outros físicos possam analisar os resultados e enviar as suas próprias conclusões – que é o que está a acontecer.

Como relata a revista Nature, investigadores de todo o mundo estão a realizar testes de acompanhamento para verificar a descoberta da Hungria. Os resultados podem chegar dentro de cerca de um ano.

A quinta força fundamental da Natureza

Descoberta inesperada

Afinal, o que um bosão super leve tem que ver com uma nova força da natureza?

Esta não é a primeira vez que investigadores afirmam ter detetado uma quinta força, mas a busca tem aquecido ao longo da última década.

Muitos cientistas – incluindo a equipa húngara, liderada pelo físico Attila Krasznahorkay – acreditam que pode existir uma partícula chamada “fotão escuro“, que poderia levar uma nova força que poderia, por sua vez, explicar a matéria escura – a substância invisível que compõe mais de 80% da massa do universo.

Os cientistas húngaros dispararam protões contra alvos finos de lítio-7, uma colisão que criou núcleos instáveis de berílio-8, que, então, decaíram em pares de eletrões e positrões.

“De acordo com o Modelo Padrão, o número de pares observados deveria cair à medida que o ângulo que separa a trajetória do eletrão e do positrão aumenta”, escreve Edwin Cartlidge na Nature.

Os físicos do Instituto de Pesquisa Nuclear de Debrecen, na Hungria, afirmam que este aparelho encontrou evidências de uma nova partícula


No entanto, não foi isso que a equipa observou: a cerca de 140 graus, o número desses pares saltou, criando um pequeno “inchaço” antes de cair novamente em ângulos maiores.

De acordo com Krasznahorkay e a sua equipa, este “inchaço” pode ser uma evidência de uma nova partícula. Os cientistas calcularam que a massa desta nova partícula seria de cerca de 17 megaelectronvolts, o que não era esperado para o “fotão escuro”, mas pode ser prova de algo completamente diferente.

“Estamos muito confiantes em relação aos nossos resultados experimentais”, afirmou Krasznahorkay à Nature, explicando que a probabilidade deste “inchaço” ser uma anomalia é de cerca de 1 em 200 mil milhões – apesar de nenhuma outra equipa tenha confirmado isso até agora.

A análise feita pelo grupo norte-americano não envolveu uma repetição da experiência, mas apenas cálculos para verificar se, pelo menos teoricamente, o bosão super leve alegadamente detetado por Krasznahorkay poderia ser capaz de transportar uma nova força fundamental.

A comunidade científica continua muito cética em relação às supostas descobertas, especialmente porque o bosão super leve era algo que ninguém esperava encontrar.

“Talvez estejamos a ter o primeiro vislumbre da Física para além do universo visível“, afirmou à Nature o investigador Jesse Thaler, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que não estava envolvido em nenhum dos estudos.


segunda-feira, maio 30, 2016

MARTE FAZ HOJE A MAIOR APROXIMAÇÃO À TERRA EM 11 ANOS

Marte e Phobos, uma das suas duas luas
Marte vai estar perto da Terra esta noite, no ponto mais próximo dos últimos 11 anos, a “apenas” 75 milhões de quilómetros do planeta azul. 

O pico da aproximação acontece às 21h35, momento em que terá melhor visibilidade para o planeta vermelho, que vai aparecer no céu ligeiramente mais brilhante e maior do que o habitual. Se o céu estiver limpo, podem nem ser precisos telescópios para avistar Marte.

Desde 18 de maio é possível ver o planeta vermelho mais perto da Terra, permanecendo brilhante nas duas primeiras semanas de junho.

O fenómeno acontece a cada dois anos – a próxima vez que irá acontecer será a 31 de julho de 2018 -, mas Marte não fica sempre à mesma distância. A última vez que os dois planetas ficavam assim tão perto foi em novembro de 2005.

Foi em 2003 que o planeta se situou no ponto mais próximo de sempre – a 56,33 milhões de quilómetros. Quando está no ponto mais distante, Marte fica a 402 milhões de quilómetros da Terra.

In: Zap

A SUPERFÍCIE DE MARTE FOI ESCULPIDA POR DOIS MEGA-TSUNAMIS

Conceito artística da superfície de Marte coberta de oceanos há 4 mil milhões de anos
Tsunamis gigantescos causados pelo impacto de meteoros varreram as planícies do norte de Marte há mais de três mil milhões de anos, esculpindo radicalmente as margens dos antigos mares do planeta vermelho.

A descoberta, assente num mapeamento geológico do planeta efectuado por investigadores norte-americanos, pode fornecer novas pistas para a investigação sobre a existência de vida.

O estudo sustenta também a teoria de que cheias em grande escala ocorridas há 3,4 mil milhões de anos transformaram os vales do norte de Marte num vasto oceano, indicou o estudo.

Alguns cientistas tinham contestado essa ideia, salientando que a presumível linha costeira deste mar há muito desaparecido é hoje irregular e acidentada — não o cenário que se esperaria encontrar em torno de um oceano.

“A descoberta concilia a hipótese de um oceano com a intrigante ausência de linhas costeiras distribuídas ao longo de uma elevação constante”, disse o autor principal do estudo, Alexis Rodriguez, investigador no Planetary Science Institute de Tucson, no Arizona.

Estes tsunamis provavelmente ocorreram às dúzias ao longo de centenas de milhões de anos, mas o estudo, publicado nos Scientific Reports da revista Nature, centrou-se em dois mega-tsunamis que aconteceram com um intervalo de alguns milhões de anos.

O primeiro destes mega-tsunamis arrastou pedregulhos e detritos para terra, a dezenas ou talvez mesmo centenas de quilómetros da costa.

O segundo deu-se durante um período muito mais frio, atirando a grandes distâncias enormes blocos de gelo, quando as ondas congelavam em pleno ar.

Rodriguez e a sua equipa localizaram o ponto de origem dos tsunamis em duas crateras, cada uma delas com 30 quilómetros de diâmetro.

As ondas gigantes terão tido em média cerca de 50 metros de altura, mas é provável que se tenham elevado a 120 metros – o equivalente a um prédio de 30 andares – quando atingiram a costa e invadiram terra.

Cada uma delas submergiu áreas do tamanho de França e Alemanha juntas antes de recuarem para o primordial mar marciano.

“Nenhuma outra explicação pode justificar as formações descobertas no terreno”, comentou Rodriguez à agência AFP.

A região de Valles Marineris , em Marte, onde os cientistas identificaram alterações na linha de costa provocadas por mega-tsunamis há 3.4 mil milhões de anos
“As formas dos depósitos que mapeámos são indicativos de fluxos ascendentes” com força suficiente para arrastar pedregulhos por centenas de quilómetros, explicou o investigador.

O geólogo realça que, depois da Terra, Marte é seguramente planeta o mais investigado do Sistema Solar e, contudo, ninguém parece ter reparado nas provas da existência de vagas gigantes no Planeta Vermelho no passado.

“O que penso é que estávamos a tentar encontrar linhas costeiras em Marte como as que tipicamente vemos na Terra”, observou.

O segundo tsunami pode fornecer mais pistas para investigação de sinais de vida no início da história de Marte.

Os blocos de gelo que arrancou são provavelmente feitos de água do antigo oceano, o que faz deles cápsulas do tempo congeladas com milhares de milhões de anos.

Por ter originalmente estado em forma líquida, apesar das acentuadas temperaturas negativas, a água devia ser muito densa e salgada.

“Sabe-se que zonas geladas aquosas e salgadas são habitáveis na Terra e, consequentemente, alguns dos depósitos do tsunami poderão ser os alvos astrobiológicos primordiais”, disse o coautor Alberto Fairen, investigador do Centro de Astrobiologia de Espanha.

Há amostras de gelo que não estão longe do local onde aterrou a sonda Mars Pathfinder, e os investigadores sublinham que os próximos exploradores poderão recolher amostras para análise.


In: Lusa

domingo, fevereiro 14, 2016

20 curiosidades que você provavelmente não sabia sobre os cometas

Você certamente já ouviu falar nos cometas, mas já parou para pensar do que realmente se tratam esses corpos celestes? Pensando nisso, apresentamos uma lista de 20 fatos interessantes que você provavelmente não sabe sobre eles, baseada em uma publicação do The Fact Site. Confira:

1. Cada cometa possui um núcleo e esse pode variar de poucos metros a vários quilômetros de largura. No entanto todos os núcleos são feitos de gelo.


2. Os cometas podem ter um tempo limitado de vida e, mais cedo ou mais tarde, acabar se quebrando em função da velocidade incrível que se movem e também do tamanho que vai diminuindo ao longo do tempo. Isso porque cada vez que eles passam próximo ao Sol, perdem massa devido a um processo chamado sublimação. Assim eles desaparecem após milhares de anos completando o ciclo em torno da estrela maior do Sistema Solar.

3. Se você ficou pensando que poderia usar um cometa para gelar a sua bebida, não se engane. O núcleo desses corpos possui uma mistura congelada de água, metano, amônia e dióxido de carbono, além de pedras, poeira e outros detritos espaciais. Portanto é muito mais do que a simples água que compõe o nosso gelo comum.

4. Um dos cometas mais famosos é o Halley. Ele entra no Sistema Solar a cada 76 anos.

Cometa Halley

5. Descoberto em 1993, o cometa Shoemaker-Levy 9 não é tão famoso quanto o Halley, mas veio a conhecimento do público após se quebrar em pedaços e se dispersar em Júpiter.

6. Apesar de parecerem bastante brilhantes, os cometas refletem apenas 4% da luz que recebem. O restante é absorvido.

7. Ainda não se sabe o que fica por baixo do gelo do núcleo de um cometa.

8. A atmosfera do cometa, também chamada de “coma”, é formada pela poeira e pelo gás que envolvem o núcleo.

9. Antigamente, cometas eram usados para imprimir medo nas pessoas. Dessa forma, os empresários aproveitadores do mercado vendiam sombrinhas, máscaras de gás e pílulas “anti-cometa”.

10. A cauda do cometa é parte da coma que sopra para longe do núcleo.

11. A poeira presente na cauda reflete a luz solar e é isso que faz os cometas parecerem tão brilhantes.

12. O que nós enxergamos é uma cauda amarelada que acompanha o cometa, mas ele pode ter uma segunda extensão, na cor azul, formada pelos gases ionizados.

13. A segunda cauda do cometa pode se estender por mais de 570 milhões de quilômetros de distância.

14. A estimativa é de que o Halley volte a aparecer somente em julho de 2061.

15. Um cometa pode lançar alguns pedaços de rocha, e esses fragmentos podem cair na terra como uma chuva de meteoros.



16. Além da perda de massa e de substâncias voláteis, o cometa também pode “morrer” por colidir com um corpo maior ou ainda explodir em função da gravidade do Sol.

17. A Nuvem de Oort e o Cinturão de Kuiper são as regiões de origem dos cometas e ficam em locais mais afastados do Sistema Solar. Oort está mais longe do que Kuiper.

18. A cauda iônica é resultado do choque dos ventos solares contra o cometa.

19. Neste momento, existem pelo menos 3 mil cometas conhecidos em nosso Sistema Solar.

20. Em 1995, Alan Hale, do Novo México, e Thomas Bopp, do Arizona, descobriram um desses corpos celestes após ele passar próximo à órbita de Júpiter. Esse cometa ficou conhecido como Hale-Bopp.



sábado, fevereiro 06, 2016

HÁ ÁTOMOS NO SEU CORPO QUE VIERAM DO BIG BANG

Já pensou de onde vieram originalmente os elementos que compõem o corpo humano? Hidrogénio, oxigénio, carbono, fósforo, azoto, cálcio, ferro e tantos outros – todos vieram de diferentes fontes.


Esta versão da tabela periódica dos elementos foi a imagem do dia da NASA e representa o que pensamos ser a origem nuclear dos elementos – não todos, já que os locais de criação nuclear de alguns elementos, como o cobre, ainda não são muito bem conhecidos.

O hidrogénio presente no seu corpo e em cada molécula de água veio do Big Bang. Não existem outras fontes de hidrogénio no universo – pelo menos que sejam capazes de produzir quantidades substanciais do elemento.

O carbono, importantíssimo para a existência da vida, é resultado de uma reação de fusão nuclear no interior de uma estrela, assim como o oxigénio.

Legenda: B = Big Bang; L = Grandes Estrelas; $ = Supernovas; C = Raios Cósmicos; S = Pequenas Estrelas; M = Feito Pelo Homem
O mesmo se passa com elementos como fósforo e cobre, presentes no nosso corpo apenas em pequenas quantidades, mas essenciais para o funcionamento de toda a vida conhecida.

Grande parte do ferro do seu corpo teve uma origem muito mais violenta, tendo sido formado durante a explosão de supernovas, há muito tempo.

Já o ouro das suas jóias foi também – provavelmente – criado a partir de colisões de estrelas de neutrões que deverão ter sido visíveis como curtas explosões de raios gama.

Em suma, os elementos de que somos feitos são resultado de eventos acontecidos há milhares de milhões de anos.

“O azoto do nosso ADN, o cálcio dos nossos dentes, o ferro do nosso sangue e o carbono das tartes de maçã foram gerados no interior de estrelas em colapso”, explicava na década de 80 o famoso cientista Carl Sagan, que nos deixou uma das explicações mais belas sobre o nosso lugar no Cosmos.

“Somos feitos de pó de estrelas“, disse o astrofísico.


In: HP

sexta-feira, outubro 23, 2015

Data de formação da Terra pode explicar porque ainda não encontramos vida alienígena


A razão pela qual nós ainda não descobrimos qualquer outra vida inteligente no universo continua a ser um problema desconcertante, conhecido como o Paradoxo de Fermi, considerando quão abundantes acreditamos que os planetas sejam. Mas, e se a Terra tiver simplesmente chegado incrivelmente cedo para a festa? E se estivermos entre os primeiros com vida consciente no universo? 

Essa é uma teoria proposta por novas pesquisas, utilizando dados dos telescópios espaciais Hubble e Kepler, que sugere que 92% dos planetas potencialmente habitáveis ​​no universo ainda não nasceram. Com base na taxa de desaceleração de formação de estrelas, mas com as enormes quantidades de gás e poeira interestelar restante, os pesquisadores do Space Telescope Science Institute (STScI), em Maryland, nos Estados Unidos, sugerem que a grande maioria dos mundos semelhantes à Terra que existirão simplesmente não se formaram ainda.

“Comparada a todos os planetas que irão formar no universo, está Terra realmente bem adiantada”, afirmou o co-autor Peter Behroozi, do STScI, disse em um comunicado.

Em seu estudo, publicado na revista “Monthly Notices” da Royal Astronomical Society, os pesquisadores dizem que o gás armazenado em halos de matéria escura em torno das galáxias continuarão a alimentar a criação de estrelas e planetas por trilhões de anos. “Nós mostramos que isso implicaria em, pelo menos, uma chance de 92% de não sermos a única civilização que o Universo terá”, escreveram os pesquisadores.

Universo novinho

E quando você pensa a respeito, meio que faz sentido. A Terra tem 4,5 bilhões de anos, mais ou menos um terço da idade do universo, que é de 13,8 bilhões de anos. Enquanto que a formação estelar desacelerou em muitas galáxias nos últimos 10 bilhões de anos, não se espera que a última estrela no universo se apague nem dentro dos próximos 100 trilhões de anos. Isso deixa muito tempo para mais planetas se formarem.

“Há material restante o suficiente [após o Big Bang] para produzir ainda mais planetas no futuro, na Via Láctea e além”, afirmou a co-autora Molly Peeples no comunicado.

O estudo é baseado, em parte, em observações do telescópio espacial Kepler, que indicam que planetas como a Terra em zonas habitáveis ​​podem ser comuns. Na verdade, acredita-se que haja um bilhão deles em nossa Via Láctea, que é apenas uma das centenas de bilhões de galáxias existentes. Se esses são apenas os primeiros 8% de todos os planetas parecidos com a Terra, então ainda há muitos a serem formados. Assim, enquanto tentamos descobrir onde está todo mundo no universo, talvez a resposta simples e enervante é que estamos entre os primeiros com vida senciente.

Um monte de vida

Em seu estudo, os pesquisadores também fazem referência à famosa Equação de Drake, que prevê o quão provável é a evolução da vida. Ela sugere que há entre uma e 10 mil civilizações em nossa Via Láctea, e até 1000 trilhões no universo. Os pesquisadores dizem, porém, que é pouco provável que estes números sejam baixos. Se a nossa civilização fosse a única que o universo teria, seria improvável que o nosso planeta se formasse tão cedo na sua vida útil prevista de 100 trilhões de anos. E mesmo que a Via Láctea tenha apenas uma outra civilização, isso implicaria a existência de 10 bilhões de outras nas outras galáxias.

No meio de tantas possibilidades também há um pensamento sombrio: é esperado que a maioria dos planetas se formem daqui a 100 bilhões a 1 trilhão de anos. Ainda que, no momento em que estamos vivendo, ainda possamos ver as evidências da expansão do universo na forma de radiação cósmica de fundo e assim por diante, essas provas, em sua maioria, serão apagadas em um trilhão de anos devido à expansão do universo. Isto significa que quaisquer futuras civilizações nascidas a partir daí não terão ideia de como o universo começou. Talvez caiba a nós ensiná-las.