terça-feira, janeiro 20, 2015

Como vêm as crianças o casamento? (girissimas as respostas)


Atentem nas 50 considerações dos nossos pequenos de palmo e meio

Enquanto adultos, o dia do casamento é um conto de fadas tornado realidade. E lá bem longe, na nossa infância, perante as eternas histórias de príncipes e princesas, sonhamos com isso mesmo: com uma história de príncipe e princesa e um “e viveram felizes para sempre”!..



A nós, enquanto crianças, nunca nos perguntaram o que pensamos do casamento. Mas em boa verdade, o que pensarão elas do casamento? Bem, imbuídos do mesmo espírito de curiosidade, que na generalidade as reveste, perguntamos a algumas crianças o que é para elas o casamento, o que lhes passa e vai na cabeça. E digo-vos, elas não mentem! (E o melhor do Mundo, são mesmo as crianças!..)

O que é o casamento?








1 – São duas pessoas que querem ficar juntas e por isso, fazem uma festa. Valentina, 11 anos.

2 – É quando encontramos um lindo príncipe. Violette, 4 anos.

3 – É um homem que diz que quer ficar para sempre com a sua mulher. Amauri, 9 anos.

4 – No início, eles apaixonam-se. Depois, ficam noivos. E depois casam-se. E depois moram juntos e usam uma aliança. Axel, 7 anos.

5 – Quando duas pessoas estão casadas, andam de mãos dadas, andam de bicicleta juntos, falam muito e dão beijos na boca. Leopoldo, 4 anos.

6 – Num casamento, um menino e uma menina vão à igreja e depois têm filhos. Alexia, 6 anos.

7 – Quando duas pessoas se amam, querem morar juntas e ter filhos. É isso o casamento. Hugo, 8 anos.

8 – Bem, um casamento, é uma noiva, um noivo e um conjunto de pessoas. Selene, 11 anos.



♥ Como escolhemos a pessoa com quem vamos casar? 











9 – Temos de prestar atenção às qualidades da pessoa, saber onde trabalha e como são os pais dela. Amauri, 9 anos.

10 – Tem de ser bonita, engraçada e não estranha. António, 6 anos.

11 – A pessoa com quem vou casar é a Chloe. Já a escolhi. Leopoldo, 4 anos.

12 – Quando amar uma pessoa só, é essa. Valentina, 11 anos.

13 – Temos de conhecer bem a pessoa e ter a certeza de que ele será um bom marido. Alexia, 6 anos.

14 – Têm de conversar durante muito tempo. Hugo, 8 anos.



♥ Qual a idade certa para casar?


15 – Aos 25, é a melhor idade para casar. Valentina, 11 anos.

16 – Aos 18, 59 ou 80… Com a idade que quiserem. António, 6 anos.

17 – Quando ambos forem adultos. Leopoldo, 4 anos.

18 – Quando acharem que chegou a hora de casar. Alexia, 6 anos.

19 – Podemos casar-nos com qualquer idade. Selene, 11 anos.


♥ Porque será que o dia de casamento é o dia mais feliz das nossas vidas? 







20 – Porque nós estamos felizes e vamos morar com a pessoa que amamos. Valentina, 11 anos.

21 – Porque estão muitas pessoas à nossa volta, felizes, que nos gritam: “Vivam os noivos! Vivam os noivos!”. António, 6 anos.

22 – Porque damos muitos beijos na boca. Violette, 4 anos.

23 – Porque é um dia de festa, em que dançamos muito e comemos muitos doces. Alexia, 6 anos.

24 – Ora, porque só casamos uma vez. Selene, 11 anos.

25 – Porque tem bolo. Paulo, 5 anos.

26 – Porque amamos a nossa namorada e estamos a casar com ela. Axel, 7 anos.


♥ E qual será a altura certa para beijar outra pessoa?


27 – Quando somos adolescentes. Valentina, 11 anos.

28 – Num lugar romântico, só depois do casamento. António, 6 anos.

29 – Quando crescemos. Axel, 7 anos.

30 – Quando ficamos noivos, já podemos beijar. Paulo, 5 anos.



♥ O que será melhor? Casar ou ser solteiro?















31 – Casar, porque se ficarmos solteiros, temos de morar numa casa pequena, sem jardim e sozinhos. Valentina, 11 anos.

32 – Casar, porque assim podemos ter filhos também. Axel, 7 anos.

33 – Eu acho que estar casado deve ser mais divertido. António, 6 anos.


♥ E o que devemos fazer para que o casamento dure? 


34 – Têm de assinar um papel. E pensar sempre que os filhos vão ficar tristes se os pais se separarem. Amauri, 9 anos.

35 – Têm de ter a certeza que querem casar com aquela pessoa. E depois, nada de gritos ou berros. António, 6 anos.

36 – Têm de amar a esposa e dar-lhe muitas prendas. Hugo, 8 anos.

37 – Não podem estar sempre a chatear-se um ao outro. Axel, 7 anos.



♥ E, porquê casar?


38 – Para ser feliz para sempre. Amauri, 9 anos.

39 – Porque se não tivermos namorado, também não temos filhos, e viveremos sozinhas e tristes. Violette, 4 anos.

40 – Para não ficarmos sozinhos e sem nada para fazer. E se ficarmos sozinhos, ficamos tristes. António, 6 anos.

41 – Para não ficarmos sozinhos e para termos filhos. Axel, 7 anos.

42 – Para estarmos juntos, sermos felizes e termos muitos filhos. Hugo, 8 anos.

43 – Porque amamos aquela pessoa. Selene, 11 anos.

♥ 2 motivos para não casarmos!




44 – Não temos de nos divorciar nem de deixarmos de fazer coisas por causa da família. Valentina, 11 anos.

45 – Não temos de ter filhos ou de morarmos com alguém que não gostamos. Amauri, 9 anos.

46 – Há muita gente feia por aí e por vezes além disso, nada simpática. António, 6 anos.

47 – Poder estar sozinho e não ter de dividir a casa com mais ninguém. Axel, 7 anos.

48 – Não gostarmos muito de namorar ou não encontramos alguém que seja bom para casar. Selene, 11 anos.



♥ Porque é que as noivas usam um vestido?

 49 – Porque as senhoras ficam bem de vestido. E bem, um vestido branco combina bem com casamento. António, 6 anos.

50 – Porque qualquer mulher fica bonita de vestido. Sempre que uso um, todos me dizem que estou linda. Violette, 4 anos.

O máximo não acharam? É impressionante a forma como os mais pequenos encaram determinadas coisas: parecem tão simples nas palavras deles! E às vezes, muitas vezes, parecem até mais claras do que para nós, adultos! Vivam eles! Que aprendamos mais com as suas palavras do que nós alguma vez lhes ensinaremos. Pelo menos, a respeito do casamento… 

In: zankyou

sexta-feira, dezembro 19, 2014

Homens que gostam de comida apimentada têm níveis maiores de testosterona

Você, que é homem, curte uma pimentinha? Tem pessoas que adicionam esse tempero nos mais diversos pratos, mas de forma bem caprichada, daquele jeito que a boca fica ardendo mesmo. Essa preferência por comidas picantes também se estende para muitas mulheres.

No entanto, no público masculino, foi encontrada uma relação do tempero com as taxas de testosterona. De acordo com um estudo divulgado no Quartz, os homens que apreciam comida apimentada têm níveis mais altos de testosterona do que aqueles que preferem opções mais suaves.

A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade de Grenoble, na França, que encontraram uma correlação entre a preferência pela pimenta com o hormônio masculino. A testosterona em taxas mais elevadas está ligada a características que definem o típico macho “alfa”, como agressividade, imprudência e uma grande energia sexual.

Mais do que isso, os níveis mais altos do hormônio também mostram uma relação com a capacidade maior dos indivíduos em assumir riscos financeiros e comportamentais, além de os tornarem ainda mais dominantes e competitivos, conforme contou o coautor do estudo, Laurent Begue, ao The Telegraph.
 
 
 
Processo de estudo

Para chegar à conclusão final, o estudo reuniu 114 homens com idades entre 18 e 44 anos, que foram questionados a indicar a sua preferência ou não por comida picante. Depois disso, os voluntários foram servidos com uma porção de purê de batatas e foram autorizados a utilizar o tanto de molho picante e sal que eles quisessem antes de avaliar a refeição.

Após esse processo, as amostras de saliva dos participantes foram analisadas, e os cientistas verificaram que os homens que espontaneamente consumiram mais molho de pimenta tinham níveis mais elevados de testosterona. No entanto, não havia nenhuma ligação entre o hormônio e a quantidade de sal consumida.

Laurent Begue acrescentou que estudos em ratos já haviam mostrado também que o consumo regular da capsaicina, a substância presente na pimenta, elevava os níveis de testosterona nos animais. Porém, uma pesquisa semelhante ainda não havia sido feita com humanos até agora, e agora se pôde comprovar que os resultados são semelhantes. 
 

Tipos sanguíneos: a relação de cada um com a saúde e a personalidade



Seres humanos são tão complexos que até mesmo o sangue, que teoricamente tem a mesma função em todas as pessoas, pode ser classificado em diversos tipos diferentes. Existem quatro grupos distintos de sangue e, dentro dessa classificação, há ainda os negativos e positivos. O que diferencia os tipos sanguíneos são as diferenças em seus antígenos.

O que você talvez não saiba é que, aparentemente, o tipo sanguíneo de uma pessoa pode definir outras características sobre ela. O Mother Nature Network publicou um artigo a respeito das propriedades distintas de cada grupo sanguíneo, com base em diversas pesquisas científicas já realizadas a respeito.

Só para você ter ideia, essa relação entre tipo sanguíneo e peculiaridades de saúde e até mesmo de personalidade é estudada há muitas décadas, sendo que um dos nomes mais representativos nesse quesito de individualidade é o do japonês Tokeji Furukawa, que, em 1930, publicou um artigo sobre as características de personalidade de cada tipo sanguíneo.
 




Desde então, essa relação entre tipo sanguíneo e personalidade é levada a sério na cultura japonesa – só para você ter ideia, a mídia japonesa informa as pessoas a respeito de o que seria uma espécie de “horóscopo de tipo sanguíneo”. Bizarro, não é? O fato é que ainda não há comprovação científica que relacione o tipo sanguíneo de uma pessoa com a sua personalidade, mas ainda assim é curioso saber sobre esse tipo de teoria.

Antes que você saia por aí dizendo que nada disso faz sentido, saiba que há muitas pesquisas feitas por cientistas que acreditam que o tipo sanguíneo pode nos dar mais informações do que imaginávamos. Nós reunimos algumas características divulgadas pelo Mother Nature Network a respeito de cada grupo de sangue para que você tire suas próprias conclusões. Confira as informações a seguir e depois nos conte se elas fazem sentido:

Tipo A 
 
Quem possui o tipo sanguíneo A tem o antígeno A nas células vermelhas e os anticorpos B no plasma. Essas pessoas podem doar sangue para os tipos A e AB. Até aí, nada novo, mas é sempre bom lembrar essas informações.

O fato é que o tipo de antígeno presente no sangue de alguém pode determinar a quantidade de hormônios produzidos, e, no caso da turma do grupo A, o cortisol, hormônio do stress, pode estar presente em maiores quantidades. Entre os problemas de saúde associados a esse grupo está o fato de que essas pessoas têm 20% a mais de chances de desenvolverem câncer de estômago se comparadas com quem é do tipo O ou B, e 5% a mais de chances de desenvolver alguma doença cardiovascular, se comparado com aqueles do tipo O.

De acordo com uma publicação da BBC, essas pessoas têm maiores riscos de desenvolverem infecções por varíola ou malária. O lado bom é que o tipo A é o que menos atrai mosquitos.

Já na crença quase astrológica que tem a ver com a personalidade, quem tem esse tipo sanguíneo costuma ser sincero, criativo, sensível, reservado, paciente e responsável. São pessoas muito teimosas e tensas também. E aí, será que faz sentido?

Tipo B
 
O tipo sanguíneo B tem somente antígenos do grupo B nas células vermelhas e anticorpos do tipo A no plasma. Essas pessoas podem doar sangue para quem é dos tipos B e AB.

Os portadores desse tipo de sangue têm 11% a mais de chances de sofrerem ataques cardíacos do que aqueles do tipo O. Um estudo feito por cientistas da Universidade de Harvard descobriu que as mulheres com sangue do tipo B ou AB têm mais chances de desenvolver câncer de ovário. Quem é do grupo sanguíneo B tem também 50 mil vezes mais bactérias “do bem” do que as pessoas do grupo A ou O, o que é uma boa notícia.

Já para o “horóscopo sanguíneo japonês”, são pessoas apaixonadas, ativas, criativas e muito fortes. Por outro lado, são egoístas, irresponsáveis, rancorosas e instáveis. 
 
Tipo AB 
 
Esse grupo sanguíneo tem antígenos A e B nas células vermelhas do sangue, mas não tem anticorpos A ou B no plasma, por isso são os doadores universais de plasma.

No quesito saúde, sabe-se que pessoas do grupo AB têm 23% a mais de chances de apresentar alguma doença cardíaca quando comparamos com a galera do tipo O. Atenção mulheres: as gestantes desse grupo sanguíneo podem ter duas vezes mais chances de desenvolver pré-eclâmpsia, uma complicação relacionada à pressão sanguínea.

Este estudo, publicado em um jornal de neurologia, revelou que pessoas portadoras do tipo AB têm 82% a mais de chances de apresentar alguma dificuldade cognitiva, especialmente em áreas relacionadas à memória, à linguagem e à atenção. Acredita-se que isso tem relação com uma proteína de coagulação, conhecida como fator VIII.

Já na questão de personalidade, a cultura japonesa acredita que portadores desse grupo sanguíneo são pessoas divertidas, controladas, racionais e adaptáveis. Por outro lado, são também muito críticas, indecisas, esquecidas e irresponsáveis.

Tipo O

 
Se o seu sangue é do tipo O, significa que você não tem nem o antígeno A nem o B em suas células vermelhas, mas tem tanto os anticorpos A quanto os B em seu plasma. O tipo O positivo é o mais comum; mas somente o O negativo é considerado doador universal, o que significa que quem tem esse tipo sanguíneo pode doar suas células vermelhas para qualquer pessoa, diferente de quem é do tipo AB, que são doadores universais de plasma.

Os portadores desse tipo de sangue têm mais chances de desenvolver úlceras e, olha só que bizarro, romper os ligamentos dos tendões de Aquiles. São pessoas com riscos mais altos de cólera também. A boa notícia é que nesse grupo há menores chances de câncer de pâncreas, assim como também é difícil que essas pessoas morram de malária – ainda bem, pois o tipo O é o favorito dos mosquitos.

No quesito quase supersticioso da coisa, acredita-se que são pessoas confiantes, determinadas, com força de vontade e muito intuitivas. Por outro lado, são também muito focadas em si mesmas, frias, imprevisíveis e potencialmente viciadas em trabalho.
 
E aí, você já sabia desses fatores relacionados à saúde de cada grupo? Acredita nas características de personalidade conforme cada tipo sanguíneo ou acha que uma coisa não tem nada a ver com a outra?
 

 

Como as civilizações do passado desenvolveram o seu conhecimento?

Você já parou para pensar sobre alguns dos objetos e estruturas que existem espalhadas pelo mundo e que contam com milhares de anos? Exemplos delas são os inúmeros círculos de pedra com mais de 5 mil anos que podem ser encontrados por toda a Grã Bretanha e parte da França, além de outros exemplares muito mais antigos. Mas, e sobre os povos que construíram esses monumentos, você já parou para pensar sobre eles também?

Apesar das várias teorias sobre como muitas das estruturas da antiguidade foram construídas, a verdade é que não existem respostas definitivas sobre as técnicas empregadas — e as possíveis explicações muitas vezes são impressionantes. Afinal, de onde é que os construtores teriam tirado o conhecimento necessário para conseguir tamanhas proezas, já que eles eram considerados como “primitivos”?

Matemáticos pré-históricos
 


Uma das teorias, apresentada ao longo de uma série de livros do pesquisador e historiador alternativo Michael Tsarion, sugere a existência de uma cultura superavançada — a chamada “Civilização Um” — que, durante a pré-história, teria transmitido os ensinamentos necessários aos nossos antepassados, guiando o progresso tecnológico e científico da humanidade.

Segundo Tsarion, durante várias gerações os arqueólogos acreditaram que os círculos de pedra e outros monumentos pré-históricos haviam sido construídos por tribos pouco sofisticadas para cumprir funções ritualísticas pagãs desconhecidas. No entanto, análises mais minuciosas dessas estruturas revelaram que, na verdade, esses construtores primitivos eram excelentes astrônomos e matemáticos que não receberam o crédito merecido por suas obras.
 


Afinal, veja, por exemplo, o caso do monumento acima, chamado Thornborough Henges. Localizado no condado de Yorkshire, na Inglaterra, esse sítio foi construído há mais de 5,5 mil anos e pré-data as Pirâmides do Egito, e suas pedras apresentam um alinhamento astronômico perfeito. Construtores primitivos?

Jarda Megalítica
 
Monumento megalítico localizado em Portugal
Tsarion alega que os povos de então conseguiram desenvolver métodos de medição baseados no Sistema Solar para construir incontáveis sítios sagrados por toda a Europa, como os círculos de pedra que mencionamos anteriormente. Quem primeiro percebeu que havia uma relação entre as medições e o Sistema Solar foi o engenheiro escocês Alexander Thom.

Em meados da década de 50, depois de realizar levantamentos em 600 sítios da Inglaterra, Gales, Escócia e da região da Bretanha, na França, Thom descobriu que os antigos povos que habitavam essas regiões se baseavam em uma unidade de medida que ficou conhecida como “Jarda Megalítica”.

Essa unidade de medida é equivalente a 0,83 metro e, segundo Thom, foi empregada na construção de estruturas do megalítico de uma ponta a outra da Grã Bretanha. E as diferenças métricas entre uma estrutura e outra são tão diminutas que elas não seriam detectadas através de estudos estatísticos. Para o engenheiro, uma das explicações seria a existência de uma espécie de “quartel general” que fornecia os modelos utilizados para construir os círculos.

Medição geodética
 
Pedras Ales, localizadas na Suécia

Thom não foi o único a sugerir a existência de uma civilização avançada que treinou o resto da humanidade, transmitindo conhecimentos em ciência e tecnologia e abrindo o caminho para o fim da pré-história. Pesquisas posteriores sugerem que os construtores dos monumentos espalhados pelas Ilhas Britânicas usaram uma unidade de medida equivalente a 1/10 mil de milímetro, que seria uma unidade fundamental quando consideramos astros como a Lua, o Sol e a Terra.

Segundo Tsarion, a jarda megalítica é, na verdade, um método de mensuração geodético derivado da geometria da própria Terra, mais especificamente, baseado na circunferência polar do planeta. E esse método de mensuração tem uma história bem interessante...
 
Círculo celeste
 
 

Os astrônomos minoicos — que habitaram a ilha de Creta há cerca de 4,3 mil anos —, consideravam que os círculos contavam com 366 graus em vez de 360. Essa ideia está associada com a forma como esses astrônomos mediam a passagem do tempo, já que calculavam que cada ano tinha 366 dias e não 365.

Isso porque os minoicos contabilizavam a duração de um dia sideral — que corresponde ao período de tempo que a Terra leva para completar uma revolução completa sobre seu eixo, que é medido através da observação de uma estrela específica no decorrer de duas noites consecutivas.

Esse período é 236 segundos mais curto do que um dia solar e, ao longo de um ano inteiro, a soma desses segundos resultam em exatamente um dia extra, ou seja, o 366° dia do ano. Assim, os minoicos consideravam cada rotação da Terra como sendo um grau do grande “círculo celeste”, portanto, para esses povos fazia sentido que os círculos tivessem 366 graus. E foi a partir daí que as unidades de medida utilizadas pelos antigos teriam surgido.

Difusão do conhecimento
 


O mais interessante é que aparentemente outros povos empregaram a mesma unidade de medida em diversas partes do mundo. Segundo Tsarion, muitos pesquisadores alegam que a jarda megalítica foi utilizada por muitas culturas, e diversas evidências de seu emprego foram observadas por todo o planeta.

Além dos habitantes das Ilhas Britânicas e da Grécia, o povos do Vale do Indo — originários principalmente da Ásia Meridional — também utilizavam a mesma unidade de medida, embora a chamassem de “gaz”. E é aqui que Tsarion levanta a questão de como esse conhecimento teria sido difundido. Existiria algum tipo de comunicação entre os povos naquela época ou, ainda, será que essas civilizações tiveram um mesmo “professor”?
 

Tsarion propõe a existência de um grupo de supercientistas que teria treinado diferentes culturas ao redor do mundo, permitindo uma aceleração do desenvolvimento global. Segundo ele, os responsáveis por isso foram os integrantes da “Civilização Um”, uma civilização extremamente avançada e culta composta por indivíduos que habitavam verdadeiros paraísos próximos às regiões do polo norte há milhares de anos.

Terra sem fronteiras
 
"Stonehenge" no Amapá


O historiador também propõe que no passado os povos não reconheciam as fronteiras entre regiões e países da mesma forma como fazemos hoje em dia, e que existiam “pontes” que interligavam todos eles. Portanto, isso explicaria o motivo de estruturas semelhantes e construídas com base nas mesmas unidades de medida estarem presentes em várias partes do mundo — inclusive aqui no Brasil, como parece ser o caso do Stonehenge brasileiro no Amapá!

E mais: Tsarion vai ainda mais longe, sugerindo que, na verdade, ao contrário da crença atual de que a civilização humana se espalhou pelo mundo do leste para o oeste, o movimento pode ter ocorrido a partir do oeste, mais precisamente, da Europa. Como prova, o autor cita diversos monumentos e estruturas extremamente antigas, assim como a presença de vestígios de povos europeus em locais improváveis.
 
Segundo disse, existem várias lendas relacionadas com as viagens de europeus à América muito antes de Cristóvão Colombo, e da comunicação habitual entre esses povos. Além disso, Tsarion menciona a descoberta de múmias caucasianas de 3,8 mil anos na China, assim como a presença de povos indo-europeus — os Pazyryk — que tinham olhos azuis e supostamente viveram (também) na China por volta do ano 1,8 mil a.C.

Outro exemplo citado foi a descoberta no Peru de múmias com mais de 600 anos de pessoas brancas de suposta origem europeia. Acredita-se que elas pertenciam ao povo Chachapoya, composto por indivíduos altos e com pele e cabelos claros que comandaram um vasto império nos Andes entre os anos de 800 e 1500, mas que desapareceram depois de serem dominados pelos Incas. Curioso, não é mesmo?
 
E você, caro leitor, tem alguma teoria de como as civilizações do passado desenvolveram seu conhecimento em matemática, astronomia e engenharia? Acredita que povos de várias partes do mundo simplesmente fizeram suas descobertas simultaneamente ou que eles se comunicavam de alguma forma? 

 
 

Você sabe qual é a diferença entre espírito e alma?
















Você já parou para pensar sobre se existe alguma diferença entre espírito e alma? É comum vermos essas palavras sendo usadas em expressões como “paz de espírito”, “alma caridosa”, “espírito maligno”, “alma penada” etc., bem como quando nos referimos àquela parte de nosso ser que não é palpável, mas que mesmo assim faz parte de nós.

Na verdade, as definições de alma e espírito são um tanto confusas, conforme explica Debra Kelly do site Knowledge Nuts, especialmente sob o ponto de vista religioso. Contudo, apesar de até mesmo na bíblia as duas palavrinhas serem embaralhadas em algumas passagens, de modo geral, a alma é aquela que reside em nossos corpos enquanto estamos vivos, e o espírito é eterno — dependendo das nossas crenças!
 
Alma
 


De acordo com Debra, as palavras “alma” e “espírito” aparecem na bíblia centenas de vezes, tanto no Velho como no Novo Testamento. Nas versões originais em hebraico do Velho Testamento existem algumas palavras que são empregadas para se referir à ideia de alma, sendo que a mais comum delas — repetida mais de 750 vezes — é nephesh. Já no Novo Testamento as palavras em grego que transmitem esse significado são psuche e psyche.

Basicamente, no Velho Testamento, os vocábulos do hebraico que são traduzidos como “alma” remetem à ideia de ser vivo, de criatura na qual existe vida, seja ela física ou mental. Algo parecido acontece no Novo Testamento, onde as palavras em grego que se referem à mesma ideia também têm significado de vida. Assim, a “alma” é o que faz de nós seres vivos.
 


Entretanto, é importante notar que no Velho Testamento não existe qualquer referência ao fato de a alma ser imortal. Portanto, segundo essa ideia, quando morremos, ela simplesmente deixa de existir, já que a alma não pode perambular por aí sem um corpo — vivo e operante.

Por outro lado, você se lembra que comentamos no início da matéria que as palavras “alma” e “espírito” são usadas de forma embaralhada algumas vezes? Então, no Novo Testamento existem referências sobre a sobrevivência da alma mesmo após a morte física, assim como sobre a morte dela antes do falecimento do corpo. Uma confusão!

Espírito
 


A palavra em hebraico que no Velho Testamento é utilizada em referência à ideia de espírito é ruach, que também tem significado de “vento” ou “sopro”. Nos textos mais antigos, o termo “espírito” é empregado para descrever a essência que Deus transmite aos homens e, mais tarde, ele é definido como o fator que torna cada um de nós um indivíduo único. Além disso, ainda segundo o Velho Testamento, quando morremos, o nosso espírito regressa à Terra.

Já no Novo Testamento, o vocábulo em grego que remete à noção de espírito é pneuma e, neste caso, a tradução está associada à ideia de espírito que se volta para Deus — ou se afasta dele! — e é libertado da carne depois da morte. Assim, o “espírito” é aquele que nos conecta ao criador, e é através dele que qualquer mortal crente poderá se unir ao espírito do Senhor com quem se tornará um só.
 
Segundo Debra, é graças ao espírito que temos alma, pois é nele que residem as nossas emoções. Em poucas palavras, o espírito é a nossa consciência — que pode ser do bem ou do mal — e é capaz de guiar as nossas atitudes. Portanto, enquanto a alma está presente em qualquer um contanto que esse indivíduo esteja vivo, o espírito de uma pessoa pode ser eterno.

E você, caro leitor, concorda com as explicações de Debra Kelly? Acredita em outras definições para “alma” e “espírito”?