sábado, fevereiro 06, 2016

ESTUDO PROVA QUE ALZHEIMER SE TRANSMITE MESMO DE PESSOA PARA PESSOA

Uma pesquisa científica detectou novas provas que confirmam que as “sementes” cerebrais da doença de Alzheimer se transmitem de pessoa para pessoa por via de cirurgias.


Esta teoria de que o Alzheimer é contagioso é controversa e já tinha sido avançada no passado, mas agora surgem novas provas de que a doença pode mesmo ser transmissível de pessoa para pessoa através de intervenções cirúrgicas.

Investigadores da Universidade Hospital de Zurique, na Suíça, e da Universidade Médica de Viena, na Áustria, encontraram um elo de ligação entre pacientes que receberam enxertos de tecido nervoso há várias décadas, e a presença no cérebro da proteína que normalmente se associa aos estágios iniciais do Alzheimer.

Neste estudo divulgado pelo jornal britânico Independent, foram analisadas amostras cerebrais de oito pacientes que se sujeitaram àquele procedimento cirúrgico na Áustria e na Suíça, mas que morreram de outra doença cerebral, a chamada Creutzfeldt-Jakob.

A doença de Creutzfeldt-Jakob terá sido transmitida aos doentes por via da cirurgia de implantação do tecido nervoso de cadáveres humanos.

Dos 8 pacientes com idades entre os 28 e os 63 anos, 7 teriam aglomerados da beta-amilóide (proteína A-beta) no cérebro, habitual nas primeiras fases do Alzheimer, mas muito pouco usual em pessoas daquelas idades.

E cinco dos sete pacientes apresentavam danos visíveis nos vasos sanguíneos vitais do cérebro provocados pela proteína, algo também pouco frequente em pessoas tão novas.

Os investigadores suspeitam que as “sementes” da proteína terão sido transmitidas a estes pacientes durante a cirurgia de enxerto na chamada dura mater, uma membrana que cobre o cérebro.

“A presença da patologia A-beta em indivíduos jovens é altamente inusual e sugere uma relação causal com os enxertos durais”, refere-se no estudo, conforme cita o Independent.

Os resultados devem despoletar uma “re-avaliação crítica dos procedimentos de descontaminação dos instrumentos cirúrgicos e dos fármacos de origem biológica”, aconselham também os investigadores, de modo a evitar por completo a potencial transmissão da doença.

In: Zap

sábado, janeiro 23, 2016

Estranho estudo conclui que uma barra de ferro pode tomar decisões


A capacidade de tomar decisões é geralmente considerada uma habilidade cognitiva possuída apenas por sistemas biológicos.

Agora, um novo estudo japonês relata que qualquer objeto rígido físico (ou seja, não vivo), como uma barra de ferro, é capaz de tomar uma decisão (escolher determinada opção entre mais de uma) através da obtenção de informações de seus arredores, acompanhadas de flutuações físicas.

Cérebro para quê? Temos a física para tomar decisões!

Os pesquisadores, Song-Ju Kim, Masashi Aono e Etsushi Nameda, publicaram seu artigo no New Journal of Physics.

“A implicação mais importante é que o regime proposto irá proporcionar uma nova perspectiva para a compreensão dos princípios de processamento de informações de certas formas inferiores de vida”, disse Song-Ju Kim, do Centro Internacional de Materiais Nanoarquitetônicos, parte do Instituto Nacional de Ciência dos Materiais em Tsukuba, no Japão. “Essas formas de vida inferiores exploram sua física subjacente sem necessidade de qualquer sistema neural sofisticado”.

Conservação de volume

De acordo com a pesquisa, o único requisito para um objeto físico exibir uma capacidade de tomada de decisão eficiente é praticar a “conservação de volume”.

Qualquer objeto rígido sujeito a uma lei de conservação de volume, como uma barra de ferro, quando é exposto a flutuações, pode mover-se ligeiramente para a direita ou para a esquerda, desde que seu volume total seja conservado.

Como este deslocamento se assemelha a um jogo de cabo-de-guerra com um objeto rígido, os pesquisadores chamaram o movimento de TOW (“tug-of-war dynamics”, ou “dinâmica de cabo-de-guerra”).

Exemplo

Os cientistas japoneses forneceram um exemplo de como a ideia funciona: digamos que existam duas máquinas caça-níqueis, A e B, com diferentes probabilidades de vitória. O objetivo é decidir qual máquina oferece a maior probabilidade de ganhar, o mais rapidamente possível, com base em experiências passadas.

Uma barra de ferro comum pode tomar essa decisão. Toda vez que o resultado de um jogo da máquina A terminar em uma recompensa, a barra se move para a esquerda a uma distância específica. Cada vez que o resultado acabar em nenhuma recompensa, a barra se move para a direita a uma distância específica. O mesmo vale para a máquina B, mas as direções dos movimentos são invertidas. Depois de testes suficientes, o deslocamento total da barra revelará que máquina oferece a melhor probabilidade de ganhar.

Os movimentos da barra ocorrem devido a flutuações físicas. “O comportamento do objeto físico causado por operações pode ser interpretado como uma flutuação”, explica Kim. “O ponto importante é que as flutuações, que sempre existem em sistemas físicos reais, podem ser usadas para resolver problemas de tomada de decisão”.

Possível e melhor

A pesquisa chegou à conclusão de que esse sistema pode resolver problemas mais rapidamente do que outros algoritmos de tomada de decisão. Os cientistas atribuem o desempenho superior ao fato de que o novo método pode atualizar as probabilidades em ambas as máquinas de jogo, mesmo que jogue em apenas uma delas.
Esta característica deriva do fato de que o sistema sabe a soma das duas probabilidades de recompensa antecipadamente, ao contrário dos outros algoritmos de decisão.

Os pesquisadores já comprovaram experimentalmente que versões simples de um objeto físico podem tomar decisões utilizando o método TOW em trabalhos relacionados. “Na verdade, nós já implementamos o TOW em pontos quânticos e fótons individuais”.

Inteligência artificial

Ao mostrar que a tomada de decisão não se limita aos sistemas biológicos, o novo método tem aplicações potenciais em inteligência artificial.

“O método proposto irá introduzir um novo paradigma de computação analógica baseado em física, que inclui coisas como ‘nanodispositivos inteligentes’ e ‘redes de informação inteligentes’ com base na autodetecção e autojulgamento”, afirma Kim.

“Um exemplo é um dispositivo que pode fazer uma mudança de direção de modo a maximizar a sua absorção de luz”, sugere. Esta capacidade é semelhante à forma como um girassol gira na direção do sol.

In: Phys

20 erros de raciocínio lógico que afetam suas decisões


Você faz milhares de decisões todos os dias, mas será que elas são racionais?

Provavelmente não. Desde o que você vai comer no almoço até se você deve fazer uma grande mudança de carreira ou não, a pesquisa científica sugere que há uma série de obstáculos cognitivos que afetam o seu comportamento. E, em certos casos, eles podem impedir que você aja da forma mais correta ou sensata.

1. Viés da âncora




As pessoas confiam demais na primeira informação que ouvem (que, obviamente, pode não ser a mais sensata ou mais correta). Por exemplo, em uma negociação salarial, quem fizer a primeira oferta estabelecerá uma variação razoável de possibilidades na cabeça de cada um dos envolvidos.

2. Disponibilidade heurística

As pessoas superestimam a importância das informações que estão disponíveis para elas. Por exemplo, uma pessoa pode argumentar que fumar não é perigoso para a saúde porque conhece uma pessoa que fumava três maços por dia e viveu até os 100. Um caso isolado certamente não representa um cenário completo dos malefícios do fumo.

3. Efeito da popularidade afeta seu raciocínio lógico


A probabilidade de uma pessoa adotar uma crença aumenta baseada na quantidade de pessoas que já possuem essa crença. Essa é uma forma poderosa de “pensamento de grupo” e é a razão pela qual muitas vezes reuniões são improdutivas.

4. Viés do ponto cego



Falhar em reconhecer seus vieses cognitivo é um viés em si. As pessoas percebem vieses cognitivos e motivacionais nos outros muito mais frequentemente que em si mesmas.

5. Viés do suporte de escolha


Quando as pessoas escolhem algo, tendem a se sentir positivas sobre sua escolha, mesmo que ela tenha falhas. Como o fato de que você ama seu cachorro, mesmo que ele seja agressivo e morda as pessoas às vezes.

6. Ilusão da aglomeração


Essa é a tendência de ver um padrão em eventos aleatórios. Ocorre em muitas falácias de jogos de azar, como a ideia de que vermelho é ou mais ou menos provável de aparecer numa roleta depois de uma rodada de vermelhos.

7. Viés da confirmação



Nós tendemos a prestar atenção somente em informações que confirmam a nossa percepção das coisas – por exemplo, você acredita somente em um determinado dado que pode corroborar seu pensamento sobre a mudança climática, mas desconsidera toda uma pesquisa científica que descobriu o contrário.

8. Viés do conformismo


As pessoas favorecem evidências anteriores a novas evidências ou informações que possam surgir. Por exemplo, demoramos para aceitar que a Terra era redonda porque muitos se agarravam a um “entendimento antigo” de que o planeta era plano.

9. Viés da informação


A tendência de procurar informações quando elas não afetam ações. Mais informação não é sempre melhor. Com menos dados, as pessoas podem às vezes fazer predições mais precisas.

10. Efeito avestruz

A decisão de ignorar informações negativas ou perigosas “escondendo” a cabeça no chão, como um avestruz. Por exemplo, investidores checam os valores de suas ações com muito menos frequência durante uma fase ruim de mercado.

11. Viés do resultado


Esse é o ato de julgar uma decisão baseado no seu resultado, e não em como a decisão foi tomada no momento em que foi feita. Só porque você ganhou bastante dinheiro em um cassino de Las Vegas, não significa que ter apostar todo seu dinheiro em uma noite é uma decisão inteligente.

12. Superconfiança


Algumas pessoas confiam demais nas suas habilidades, o que as levam a tomar riscos maiores em suas vidas diárias. Especialistas são mais propensos a esse viés que leigos, visto que são mais convencidos de que estão certos.

13. Efeito placebo


A simples crença de que algo terá um efeito em você causa de fato um efeito. Em medicina, pílulas que não contêm droga nenhuma muitas vezes provocam as mesmas respostas fisiológicas que a droga real.

14. Viés pró-inovação

Acontece quando o proponente de uma inovação supervaloriza sua utilidade e desvaloriza suas limitações.

15. Recência



A tendência a pesar as últimas informações mais fortemente que as mais anteriores. Investidores frequentemente fazem decisões ruins porque pensam que o mercado vai sempre ser como é hoje.

16. Saliência


A tendência a se concentrar nas características mais facilmente reconhecíveis de uma pessoa ou conceito. Por exemplo, quando pensa na morte, uma pessoa pode temer mais uma queda de um avião do que um acidente de carro, que é muito mais provável.

17. Percepção seletiva

Isso é permitir que nossas expectativas influenciem nossa percepção do mundo. Por exemplo, em um jogo de futebol, a torcida de cada time sempre se lembra do adversário cometendo mais faltas.

18. Estereotipagem


Ocorre quando esperamos que certa pessoa ou grupo tenha determinadas características mesmo sem conhecê-los de verdade. No dia-a-dia, os estereótipos nos ajudam a identificar rapidamente amigos e inimigos, mas as pessoas frequentemente abusam deles, usando-os para fazer julgamentos sem informações reais.

19. Viés da sobrevivência


Um erro que ocorre quando nos focamos apenas em exemplos sobreviventes, nos fazendo julgar erroneamente uma situação. Por exemplo, você pode pensar que ser empreendedor é fácil porque não ouviu muitos exemplos de empreendedores que falharam, apenas dos que foram bem sucedidos.

20. Viés do risco zero

Sociólogos descobriram que seres humanos amam a certeza e a segurança, mesmo quando elas são contraprodutivas. Assim, preferem tomar decisões que venham sem riscos, ainda que não sejam as melhores.

In: hypescience

sábado, novembro 21, 2015

Transplante de útero vira realidade, e agora até os homens podem engravidar

Para muitas mulheres, não há nada mais feminino do que a capacidade de gestar um filho. Várias delas, inclusive, sonham com a maternidade. Esse sonho, porém, algumas vezes é impossibilitado por problemas de saúde ou de malformação: a cada 5 mil mulheres, uma nasce com os ovários, mas sem o útero.

Isso poderá mudar em breve, quando uma clínica dos EUA anunciar o transplante temporário de útero. Nos próximos meses, a Cleveland Clinic espera conseguir implantar com sucesso o órgão em mulheres que não o possuem ou nos casos em que ele apresenta algum problema. Claro que sempre existe a possibilidade da adoção, só que isso não é uma obrigação. Muitas mulheres, por questões pessoais, culturais ou religiosas, acabam deixando o sonho de lado.

Essa técnica já existe na Suécia, mas ainda com limitações: das nove mulheres que passaram pela cirurgia, duas tiveram que remover o útero por problemas de coágulo e infecção. Entretanto, quatro já realizaram o sonho de gerar o próprio filho, mas todas as crianças nasceram prematuramente. O próximo bebê a nascer com essa técnica inovadora é esperado para janeiro de 2016.

Como funcionaria o transplante: o útero com problemas seria substituído pelo de uma doadora saudável, mas ficaria sem as ligações com os ovários



















Riscos e benefícios

Claro que nem tudo são flores... Além de a cirurgia ser arriscada, a mulher que recebe o órgão deverá tomar inúmeros remédios antirrejeição, e a gravidez será considerada de risco. Por isso, os especialistas estão considerando este como um transplante temporário: depois de no máximo duas gravidezes, o útero implantado seria retirado, e a mulher poderia parar com a medicação.

A clínica norte-americana já começou a triagem de candidatas ao procedimento. Até agora, oito mulheres estão sendo acompanhadas para um possível transplante nos próximos meses. “Elas são informadas dos riscos e dos benefícios, além de terem um tempão para pensar sobre isso. Nosso trabalho é tornar o transplante o mais seguro e bem-sucedido possível”, explicou ao jornal The New York Times o médico Andreas Tzakis, que está por trás da inovação.

Tzakis acredita que as drogas antirrejeição não afetarão mais as mulheres com transplante de útero do que aquelas que já engravidaram depois de receber rins ou fígados, por exemplo. Nesses casos, há um maior risco de pré-eclâmpsia (uma alteração na pressão arterial da mãe) e de o bebê nascer um pouco menor do que a média. Entretanto, ainda não se sabe qual é a real relação direta das drogas com esses acontecimentos.

Primeiro bebê gerado em um útero transplantado nasceu na Suécia em setembro de 2014
Homens grávidos?

Com a possibilidade de implantar um útero saudável em mulheres que não o possuem, era óbvio que surgiria a grande questão: os homens, então, poderiam passar por esse tipo de procedimento? Surpreendentemente, os especialistas explicaram que sim!

Claro que o processo seria ainda mais complicado, pois, a princípio, seria muito mais indicado a mulheres transgêneras, ou seja, que nasceram em um corpo masculino e já estão em processo de adequação de gênero. Seria preciso criar um canal vaginal e remodelar toda a estrutura da pélvis para preparar o corpo para a gestação. Além disso, seria necessário tomar uma grande quantidade de hormônios para que o corpo suporte as mudanças que ocorrem durante a gestação – algo que mulheres na menopausa já fazem quando tentam engravidar.

Em qualquer um dos casos (mulheres, transgêneras e, vá lá, homens), a gestação não teria como ser “natural”: apenas o útero seria implantado, não havendo ligação com as trompas de Falópio de quem já as possui. Por isso, a fertilização seria in vitro, com posterior implante do embrião em quem recebeu o órgão.

Em tese, homens também poderão engravidar, mas o processo é muito complicado e arriscado
E você teria coragem para fazer um transplante de útero?

terça-feira, novembro 03, 2015

Estudo cientifico comprova: "A consciência sobrevive mesmo após a morte do corpo"

A maior questão de todos os tempos pode muito bem ser, 
"O que acontece quando morremos?" 
Enquanto muitos individuos, religiões e tradições espirituais têm dado as suas próprias conclusões sobre a natureza da morte, é preciso uma grande dose de fé para ter a certeza sobre a vida após a morte. Para a mente científica, a questão em si parece um pouco mais como: 
"O que acontece com a consicência humana após a morte clínica?"


Uma equipa de pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, realizou recentemente um dos maiores estudos sobre o que acontece com a consciência após a morte.
A conclusão: Nós ainda não sabemos o que acontece, mas a consciência parece permanecer por algum tempo, após a morte física sugerindo que a consciência e o corpo são actores que de certa forma estão fusionados e que podem seguir caminhos separados depois do que nos referimos como morte.

Os cientistas da Universidade de Southampton, passaram quatro anos a examinar mais de 2.000 pessoas que sofreram paragens cardíacas em 15 hospitais no Reino Unido e Àustria.

Descobriram que quase 40% das pessoas que sobreviveram, descreveram algum tipo de "consciência" durante o tempo em que se encontravam clinicamente mortos antes que os seus corações voltassem a bater.

Estamos acostumados a pensar neste problema em termos de "Experiência quase-morte", que têm muito pouco apelo cientifico como pela própria natureza dessas experiências que são totalmente subjectivas e impossíveis de quantificar. A tentativa de um olhar mais objectivo sobre o que acontece com a mente / aparelho consciente do nosso ser, foi estudada pela equipa multi-disciplinar liderada pelo Dr. Sam Parnia, que numa entrevista relacionada com o estudo proferiu:
"A evidência sugere que nos primeiros minutos após a morte, a consciência não é aniquilada. Se depois desaparece, não sabemos, mas logo após a morte a consciência não "morre". Sabemos que o cérebro não pode funcionar quando o coração parou de bater. Mas neste caso, a consciência parece ter continuado por até três minutos entre o período em que o coração não estava a bater, mesmo que o cérebro seja encerrado dentro de 20-30 segundos, depois que o coração tenha parado de bater. Isso é significativo, uma vez que as pessoas têm assumido que as experiências em relação à morte são alucinações ou ilusões provavelmente, ocorridas antes do coração parar de bater ou depois que o coração for reiniciado com sucesso. Além disso, as lembranças detalhadas de consciência visual,  neste caso, foram consistentes com eventos verificados".
Os cientistas admitem que ainda não sabem nada com o que está a acontecer com a consciência humana após morte, mesmo que o estudo dê evidências concretas de que uma parte da nossa consciência é capaz de sobreviver, pelo menos nos primeiros minutos de morte corporal, como alguns confirmam manter consciência suficiente para observar o corpo de alguma forma clinicamente morto e seus arredores, enquantam aguardam a ressuscitação.

A pesquisa é um indício cientifico de que a consciência sobrevive à morte clínica, e enquanto não se conclui algo a respeito, o estudo certamente abre a porta para um entendimento crescente da relação entre o corpo e o espírito.
O ponto de singularidade entre a ciência e a espiritualidade pode se estar a aproximar mais rapidamente do que nunca.

In: SQ

sexta-feira, outubro 23, 2015

Data de formação da Terra pode explicar porque ainda não encontramos vida alienígena


A razão pela qual nós ainda não descobrimos qualquer outra vida inteligente no universo continua a ser um problema desconcertante, conhecido como o Paradoxo de Fermi, considerando quão abundantes acreditamos que os planetas sejam. Mas, e se a Terra tiver simplesmente chegado incrivelmente cedo para a festa? E se estivermos entre os primeiros com vida consciente no universo? 

Essa é uma teoria proposta por novas pesquisas, utilizando dados dos telescópios espaciais Hubble e Kepler, que sugere que 92% dos planetas potencialmente habitáveis ​​no universo ainda não nasceram. Com base na taxa de desaceleração de formação de estrelas, mas com as enormes quantidades de gás e poeira interestelar restante, os pesquisadores do Space Telescope Science Institute (STScI), em Maryland, nos Estados Unidos, sugerem que a grande maioria dos mundos semelhantes à Terra que existirão simplesmente não se formaram ainda.

“Comparada a todos os planetas que irão formar no universo, está Terra realmente bem adiantada”, afirmou o co-autor Peter Behroozi, do STScI, disse em um comunicado.

Em seu estudo, publicado na revista “Monthly Notices” da Royal Astronomical Society, os pesquisadores dizem que o gás armazenado em halos de matéria escura em torno das galáxias continuarão a alimentar a criação de estrelas e planetas por trilhões de anos. “Nós mostramos que isso implicaria em, pelo menos, uma chance de 92% de não sermos a única civilização que o Universo terá”, escreveram os pesquisadores.

Universo novinho

E quando você pensa a respeito, meio que faz sentido. A Terra tem 4,5 bilhões de anos, mais ou menos um terço da idade do universo, que é de 13,8 bilhões de anos. Enquanto que a formação estelar desacelerou em muitas galáxias nos últimos 10 bilhões de anos, não se espera que a última estrela no universo se apague nem dentro dos próximos 100 trilhões de anos. Isso deixa muito tempo para mais planetas se formarem.

“Há material restante o suficiente [após o Big Bang] para produzir ainda mais planetas no futuro, na Via Láctea e além”, afirmou a co-autora Molly Peeples no comunicado.

O estudo é baseado, em parte, em observações do telescópio espacial Kepler, que indicam que planetas como a Terra em zonas habitáveis ​​podem ser comuns. Na verdade, acredita-se que haja um bilhão deles em nossa Via Láctea, que é apenas uma das centenas de bilhões de galáxias existentes. Se esses são apenas os primeiros 8% de todos os planetas parecidos com a Terra, então ainda há muitos a serem formados. Assim, enquanto tentamos descobrir onde está todo mundo no universo, talvez a resposta simples e enervante é que estamos entre os primeiros com vida senciente.

Um monte de vida

Em seu estudo, os pesquisadores também fazem referência à famosa Equação de Drake, que prevê o quão provável é a evolução da vida. Ela sugere que há entre uma e 10 mil civilizações em nossa Via Láctea, e até 1000 trilhões no universo. Os pesquisadores dizem, porém, que é pouco provável que estes números sejam baixos. Se a nossa civilização fosse a única que o universo teria, seria improvável que o nosso planeta se formasse tão cedo na sua vida útil prevista de 100 trilhões de anos. E mesmo que a Via Láctea tenha apenas uma outra civilização, isso implicaria a existência de 10 bilhões de outras nas outras galáxias.

No meio de tantas possibilidades também há um pensamento sombrio: é esperado que a maioria dos planetas se formem daqui a 100 bilhões a 1 trilhão de anos. Ainda que, no momento em que estamos vivendo, ainda possamos ver as evidências da expansão do universo na forma de radiação cósmica de fundo e assim por diante, essas provas, em sua maioria, serão apagadas em um trilhão de anos devido à expansão do universo. Isto significa que quaisquer futuras civilizações nascidas a partir daí não terão ideia de como o universo começou. Talvez caiba a nós ensiná-las.

Asteroide vai passar pela vizinhança da Terra no Halloween


Calma, calma! Se você leu o título da matéria e já começou a matutar sobre o que você faria para escapar do fim do mundo até o final do mês, saiba que não há nada com o que se preocupar. De momento!

De acordo com Bec Crew, do portal Science Alert, a NASA anunciou que um asteroide recém-identificado vai passar próximo ao nosso planeta por volta do dia 31 de outubro — e, em termos espaciais, ele vai passar pertinho de nós.

Segundo Bec, o objeto foi descoberto há pouco mais de 10 dias e chamou atenção dos astrônomos porque nenhuma rocha espacial se aproxima tanto da Terra desde 2006. E isso chama mais atenção dos cientistas do que o fato de ninguém ter detectado o asteroide até agora?

Visitinha

A rocha espacial foi batizada de 2015 TB145, mede entre 280 e 620 metros de diâmetro e está viajando à velocidade de 126 mil quilômetros por hora. Além disso, o objeto vai passar a uma distância equivalente a 1,3 vez a distância que existe entre a Terra e a Lua, ou seja, perto de 500 mil quilômetros — o que não é nada considerando as dimensões do Universo.


O último asteroide de dimensões consideráveis que se aproximou tanto do nosso planeta foi o 2004 XP14, isso há nove anos. Ele passou a 1,1 vez a distância lunar e havia sido descoberto pelos astrônomos dois anos antes de sua “visita”. O próximo objeto conhecido que nos prestigiará com uma passadinha próxima é o 1999 AN10, que deve chegar por aqui em 2027, e sua aproximação o deixará a 1 distância lunar da Terra.

Asteroide excêntrico

Conforme explicou Bec, o 2015 TB145 possui uma inclinação orbital bem elevada e excêntrica, e essa característica pode ser a culpada de o asteroide só ter sido descoberto no início do mês. Segundo a NASA, o programa de monitoramento de objetos próximos à Terra identificou 13.251 corpos celestes até meados de outubro e, desses, 877 apresentam dimensões superiores a 1 quilômetro de diâmetro.



Além disso, do total de objetos identificados, 1.635 foram classificados como asteroides potencialmente perigosos, mas a NASA já avisou que nenhum deles deve vir para as nossas bandas no futuro próximo. Portanto, de momento, nós, terráqueos, podemos respirar aliviados.