sexta-feira, junho 03, 2016

DAVID OGILVY, FALECIDO HÁ 17 ANOS, VAI DAR UMA ENTREVISTA



O supercomputador Watson, o sistema de Inteligência Artificial ultra-inovador da IBM, vai “entrevistar” David Ogilvy, que dirá as suas primeiras palavras em 17 anos – desde que faleceu, em julho de 1999.

Esta “magia” será possível graças a um dos sistemas de IA mais avançados do mundo, que está a ser alimentado com diversas informações da vida de David Ogilvy – a sua carreira, vida pessoal e visão criativa - para realizar a entrevista.

Também os livros de Ogilvy, como “Confessions of an Advertising Man”, farão parte desta memória artificial, tentando criar uma linha de raciocínio semelhante à do ícone da publicidade.

A “entrevista” com um dos pais da publicidade moderna será publicada na edição de junho da revista The Drum, especializada na cobertura da indústria de marketing e comunicação, que será provavelmente a primeira a ser editada por um sistema de Inteligência Artificial.

A revista sublinha que, no processo de machine learning, o sistema tem que aprender.

E para ajudar o Watson a incorporar a personalidade de David Ogilvy, a The Drum convida os leitores e especialistas da indústria a participar na experiência, enviando as suas perguntas para o e-mail stephen.lepitak@thedrum.com ou usando a hashtag #askogilvy no Twitter para sugerir questões que gostaria de ver Ovilgy responder na entrevista post mortem.

“Poucas pessoas tiveram tanto impacto na nossa indústria como David Ogilvy”, afirma o editor da The Drum, Stephen Lepitak. “O seu legado ainda continua vivo e os seus insights ainda são relevantes. Não consigo imaginar uma aplicação mais apropriada desta tecnologia de ponta do que provar que o espírito de Ogilvy continua vivo ainda hoje”, afirma.

CORRENTES OCEÂNICAS ESTÃO A NEUTRALIZAR OS EFEITOS DO AQUECIMENTO GLOBAL NA ANTÁRCTICA

leungchitak / Flickr
Correntes oceânicas frias e profundas do Atlântico Norte estão a neutralizar o efeito do aquecimento global na Antártica e a retardar o aumento do nível dos mares, revela um novo estudo, publicado esta segunda-feira. 

Segundo o estudo, publicado esta segunda-feira na revista britânica Nature Geoscience, este isolamento gelado do continente, que está coberto com uma camada de gelo de até quatro quilómetros de espessura, pode durar séculos.

As conclusões do estudo são uma boa notícia para centenas de milhões de pessoas: as que vivem em regiões baixas e estão ameaçadas pela subida iminente de até um metro no nível dos mares, que deve acontecer até o final do século, de acordo com o último relatório do Painel de Ciência do Clima da ONU.

Estudos mais recentes sugerem que o nível da água dos mares pode aumentar ainda mais, impulsionado pela água da superfície, que se expande à medida que aquece, e pelo escoamento das geleiras e de duas grandes camadas de gelo.

Uma dessas camadas de gelo cobre a Gronelândia, e a outra fica na Antárctica Ocidental – a zona do continente que está a aquecer mais rapidamente.

Se a Antárctica Oriental estivesse a fundir ao mesmo ritmo, o impacto sobre as povoações humanas ao longo das costas em todo o mundo seria catastrófico.

Os cientistas já sabem há muito tempo que as mudanças climáticas têm afectado o Oceano Antártico mais lentamente do que os outros oceanos nos últimos 50 anos.

A resistência do Antárctico ao aquecimento global é devido à vastidão da camada de gelo do continente, e aos ventos e às correntes oceânicas, que funcionam como uma zona de protecção.

Mas o estudo agora publicado atribui o motivo fundamental dessa resistência a um cinturão de correntes oceânicas profundas, que transporta água gelada a uma temperatura de cerca de 1ºC.

“O principal motivo do atraso no aquecimento do Oceano Antártico é a circulação oceânica de fundo”, afirma a equipa de cientistas, liderada pelo biólogo Kyle Armour, investigador da Universidade de Washington em Seattle.

Para os investigadores, os gases causadores de efeito estufa, que estão a provocar secas, tempestades e instabilidade climática no resto do planeta, vão demorar “muitos séculos” a ter um impacto significativo no Oceano Antártico.

Essa conclusão não anula, porém, o facto de que, mesmo em menor escala, o aquecimento global pode causar danos.

De acordo com um outro estudo, publicado na semana passada, uma calote polar do tamanho da França na Antárctica Oriental está a perder água rapidamente.

E essa perda, por si só, pode elevar o nível dos oceanos em cerca de dois metros em poucos séculos.

(dr) Oleg Zherebin / ArtStation
In: EcoD

FÍSICOS PODEM TER DETETADO UMA QUINTA FORÇA FUNDAMENTAL DA NATUREZA

Maxwell Hamilton / Flickr


Uma equipa de físicos húngaros acredita ter encontrado provas de uma quinta força fundamental da natureza. Se for comprovada, a descoberta pode alterar a nossa compreensão de como o universo realmente funciona.

Uma parte fundamental do Modelo Padrão da Física é que tudo no universo é controlado por apenas quatro forças fundamentais – gravidade, eletromagnetismo e as forças nucleares forte e fraca -, que explicam todo o comportamento e as partículas que vemos no universo.

A gravidade é responsável por manter juntos os planetas e a força eletromagnética é responsável por manter as nossas moléculas juntas. Por outro lado, a força nuclear forte é a “cola” dos núcleos atómicos, enquanto a força nuclear fraca ajuda alguns átomos a passarem pelo decaimento radioativo.

Estas quatro forças pareciam até agora poder explicar razoavelmente bem toda a física que podemos observar, explica a revista Popular Science.

Bosão super leve

As provas desta quinta força foram descobertas no ano passado, quando uma equipa da Academia Húngara de Ciências informou que tinha disparado protões em lítio-7 e, nas cinzas nucleares, tinham detetado um novo bosão super leve que era apenas 34 vezes mais pesado do que um eletrão.

Por mais impressionante que isto possa parecer, o artigo ficou em grande medida esquecido, até que uma equipa dos Estados Unidos publicou a sua própria análise dos dados no final do mês passado.

Na análise, a equipa dos EUA, liderada por Jonathan Feng, da Universidade da Califórnia em Irvine, mostrou que os dados não entram em conflito com experiências anteriores e calculou que o novo bosão poderia de facto carregar uma quinta força fundamental.

O artigo ainda não foi revisto por pares, mas estando publicado na plataforma arXiv permite que outros físicos possam analisar os resultados e enviar as suas próprias conclusões – que é o que está a acontecer.

Como relata a revista Nature, investigadores de todo o mundo estão a realizar testes de acompanhamento para verificar a descoberta da Hungria. Os resultados podem chegar dentro de cerca de um ano.

A quinta força fundamental da Natureza

Descoberta inesperada

Afinal, o que um bosão super leve tem que ver com uma nova força da natureza?

Esta não é a primeira vez que investigadores afirmam ter detetado uma quinta força, mas a busca tem aquecido ao longo da última década.

Muitos cientistas – incluindo a equipa húngara, liderada pelo físico Attila Krasznahorkay – acreditam que pode existir uma partícula chamada “fotão escuro“, que poderia levar uma nova força que poderia, por sua vez, explicar a matéria escura – a substância invisível que compõe mais de 80% da massa do universo.

Os cientistas húngaros dispararam protões contra alvos finos de lítio-7, uma colisão que criou núcleos instáveis de berílio-8, que, então, decaíram em pares de eletrões e positrões.

“De acordo com o Modelo Padrão, o número de pares observados deveria cair à medida que o ângulo que separa a trajetória do eletrão e do positrão aumenta”, escreve Edwin Cartlidge na Nature.

Os físicos do Instituto de Pesquisa Nuclear de Debrecen, na Hungria, afirmam que este aparelho encontrou evidências de uma nova partícula


No entanto, não foi isso que a equipa observou: a cerca de 140 graus, o número desses pares saltou, criando um pequeno “inchaço” antes de cair novamente em ângulos maiores.

De acordo com Krasznahorkay e a sua equipa, este “inchaço” pode ser uma evidência de uma nova partícula. Os cientistas calcularam que a massa desta nova partícula seria de cerca de 17 megaelectronvolts, o que não era esperado para o “fotão escuro”, mas pode ser prova de algo completamente diferente.

“Estamos muito confiantes em relação aos nossos resultados experimentais”, afirmou Krasznahorkay à Nature, explicando que a probabilidade deste “inchaço” ser uma anomalia é de cerca de 1 em 200 mil milhões – apesar de nenhuma outra equipa tenha confirmado isso até agora.

A análise feita pelo grupo norte-americano não envolveu uma repetição da experiência, mas apenas cálculos para verificar se, pelo menos teoricamente, o bosão super leve alegadamente detetado por Krasznahorkay poderia ser capaz de transportar uma nova força fundamental.

A comunidade científica continua muito cética em relação às supostas descobertas, especialmente porque o bosão super leve era algo que ninguém esperava encontrar.

“Talvez estejamos a ter o primeiro vislumbre da Física para além do universo visível“, afirmou à Nature o investigador Jesse Thaler, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que não estava envolvido em nenhum dos estudos.


segunda-feira, maio 30, 2016

MARTE FAZ HOJE A MAIOR APROXIMAÇÃO À TERRA EM 11 ANOS

Marte e Phobos, uma das suas duas luas
Marte vai estar perto da Terra esta noite, no ponto mais próximo dos últimos 11 anos, a “apenas” 75 milhões de quilómetros do planeta azul. 

O pico da aproximação acontece às 21h35, momento em que terá melhor visibilidade para o planeta vermelho, que vai aparecer no céu ligeiramente mais brilhante e maior do que o habitual. Se o céu estiver limpo, podem nem ser precisos telescópios para avistar Marte.

Desde 18 de maio é possível ver o planeta vermelho mais perto da Terra, permanecendo brilhante nas duas primeiras semanas de junho.

O fenómeno acontece a cada dois anos – a próxima vez que irá acontecer será a 31 de julho de 2018 -, mas Marte não fica sempre à mesma distância. A última vez que os dois planetas ficavam assim tão perto foi em novembro de 2005.

Foi em 2003 que o planeta se situou no ponto mais próximo de sempre – a 56,33 milhões de quilómetros. Quando está no ponto mais distante, Marte fica a 402 milhões de quilómetros da Terra.

In: Zap

HÁ LULAS DO TAMANHO DE AUTOCARROS NO FUNDO DO MAR

Foto-montagem de uma lula gigantesca
Uma nova investigação, em torno do tamanho das lulas gigantes, concluiu que estas podem atingir dimensões maiores do que imaginávamos, sendo tão grandes como um autocarro, com 20 metros de comprimento.

Estas conclusões resultam de uma investigação levada a cabo por Charles Paxton, especialista em ecologia da Universidade de St. Andrews, na Escócia, publicada na revista centífica Journal of Zoology.

Este investigador fez várias expedições pelas costas do Atlântico e recolheu informação sobre mais de 160 exemplares, com o intuito de determinar o tamanho máximo da chamada Architeuthis dux, nome científico das lulas gigantes.

Paxton acredita, com base nos dados que recolheu, que os espécimes destes animais que habitam nas profundezas do mar podem chegar a medir até 20 metros de comprimento, incluindo os tentáculos. O corpo pode ter até três metros.

“Estou a extrapolar e a extrapolação pode, por vezes, ser um pouco imprecisa. Mas penso que são extrapolações bastante seguras. Penso genuinamente, que o tamanho das lulas gigantes tem sido subestimado”, refere o cientista em declarações ao Live Science.

A teoria de Paxton é difícil de comprovar porque estas lulas gigantes vivem a profundidades que oscilam entre os 300 e os 1.000 metros, sendo quase impossível observá-las no seu habitat natural.

Assim, estas figuras míticas, consideradas apenas lendas durante muito tempo, até serem fotografadas em 2004, vão continuar a ser um mistério para a Humanidade.

In: ZAP

ENCONTRADO O TÚMULO DE ARISTÓTELES

O sitio arqueológico que se acredita ser o túmulo de aristóteles
Uma equipa de arqueólogos gregos anunciou a descoberta da sepultura do filósofo Aristóteles, que se encontra na sua terra natal, a cidade de Estagira, no norte de Grécia.

Segundo o arqueólogo Konstandinos Sismanidis, director dos trabalhos de escavação, um conjunto de provas circunstanciais permite afirmar que a construção descoberta no local, em 1996, “é o mausoléu de Aristóteles”.

No local foi encontrado um monumento com um altar, cujo estilo de edificação não corresponde ao dos edifícios próximos.

Os arqueólogos acreditam que o monumento é o túmulo do filósofo grego, que nasceu em Estagira, no ano 384 antes de Cristo, e morreu em Cálcis, em 322 a.C.

O sitio arqueológico que se acredita ser o túmulo de aristóteles
Considerado o “pai da Lógica”, fundador da escola filosófica Lykeion (o Liceu), e um dos maiores filósofos da história da humanidade, Aristóteles foi discípulo de Platão e professor do maior conquistador do mundo, Alexandre o Grande – então ainda pequeno de 13 anos.

A descoberta foi revelada por Sismanidis durante o congresso internacional “Aristóteles, 2400 anos”, que teve lugar esta semana na Universidade de Salónica, na Grécia.

Reconstituição 3D por computador do mausoléu de Aristóteles
“Não temos provas, apenas indícios fortes – tão fortes quanto podem ser“, revelou o arqueólogo, citado pelo The Independent.

A equipa chegou a esta conclusão com base na análise da tradução em árabe de uma biografia do século XI do filósofo e de um manuscrito da Biblioteca Nacional de Veneza.

Estes documentos relatam que, quando Aristóteles morreu, os habitantes de Estagira, transferiram as cinzas do filósofo para uma urna de cobre, que foi colocada num mausoléu, ao lado do qual construíram um altar.

Reconstituição 3D por computador do mausoléu de Aristóteles
Segundo a ArchaeoNewsNet, o mausoléu, em forma de ferradura, está situado ao cimo de uma pequena colina, no centro da cidade, junto à sua ágora, entre uma galeria do século V a.C e um templo do século VI a.C.

Reconstituição 3D por computador do mausoléu de Aristóteles
“A construção parece incompatível com outros usos, e a sua localização indicia a importância dada pelos habitantes à pessoa ali sepultada”, conclui Sismanidis, cuja equipa passou os últimos 20 anos em escavações no local.

Os indícios parecem apesar de tudo um pouco exotéricos – mas ao comum dos mortais bastarão para dar por achado o túmulo de Aristóteles.

O sitio arqueológico que se acredita ser o túmulo de aristóteles
In: zap

CHINA APRESENTA METRO FUTURISTA QUE PASSA POR CIMA DOS CARROS



É um metro futurista que consegue passar por cima de outros veículos e que as autoridades chinesas esperam que acabe com o inferno do trânsito no país. Os primeiros testes a sério com o Transit Elevated Bus (TEB) devem começar ainda neste ano.

A China apresentou o Transit Elevated Bus (TEB) durante a High-Tech Expo Internacional, que teve lugar em Pequim durante o fim-de-semana passado.

Trata-se, no fundo, de um sistema de metro que passa por cima de carros e que visa maximizar o uso de todo o espaço das estradas, evitando os engarrafamentos de trânsito.

Este projecto futurista ainda é amigo do ambiente e poupa energia, usando o poder do sol, captado através de painéis auto-integrados, para gerar a electricidade que lhe permitirá atingir altas velocidades.

“O TEB é um projecto de alta eficiência, de protecção do ambiente e baixo em carbono. Resolve os problemas comuns dos autocarros que consomem combustível, incluindo a poluição do ar, as emissões de carbono, a ocupação do espaço e a baixa eficiência”, explica Song Youzhou, o director da empresa responsável pela inovação, a Shenzhen Huashi Future Parking Equipment Co., em declarações divulgadas pela CCTV News.

“Com uma capacidade de carregar 1.200 pessoas de cada vez, o TEB tem as mesmas funcionalidades do metro, enquanto os seus custos de construção são menores em menos de um quinto”, refere ainda o engenheiro responsável pelo projecto, Bai Zhiming.

As previsões da empresa por trás da construção do projecto são de que os primeiros testes com este metro especial ainda venham a acontecer este ano, na cidade de Qinhuangdao, no norte da China.



In: Zap