sexta-feira, setembro 18, 2015

Sapiossexualidade: o desejo sexual pela inteligência e não pela aparência

Num um mundo onde a maioria das pessoas parece buscar freneticamente um namorado perfeito ou uma namorada espetacularmente bonita, quem sente atração por alguém considerado fora do padrão estético atual muitas vezes se vê sendo forçado a explicar por que gosta de determinada pessoa. Eis uma situação chata, não é mesmo?

Essas explicações geralmente envolvem sentenças como “ah, mas ele não é fotogênico” ou “ela não é bonita, mas é gente boa”, como se, de fato, precisássemos explicar para os outros por que sentimos interesse por alguém. Se por acaso esse tipo de situação soa familiar, saiba que há até nome para essa atração sexual por pessoas que não são consideradas bonitas: sapiossexualidade.

O que é?


Basicamente, é quando você sente um interesse gigantesco por uma pessoa depois de conversar com ela. Ao falamos, damos pistas de nossa personalidade, e às vezes tudo o que uma pessoa precisa para conquistar a outra é, de fato, um bom papo.

É na medida em que a conversa evolui que o interesse cresce. Depois de algum tempo, quando se percebe as afinidades musicais, literárias e de filosofia de vida, por exemplo, a pessoa em questão passa a ser vista como incrivelmente bonita, quase irresistível, a ponto de fazer com que seus olhos brilhem, seu estômago dê cambalhotas e seu coração acelere.

E aí você apresenta a nova pessoa dos seus sonhos para um amigo e ouve “nossa, mas ele é baixinho demais!” ou “credo, ela tem um nariz estranho”. A má notícia é que dificilmente isso vai mudar. A boa notícia é que beleza é um conceito relativo e, além disso, agora você pode chamar de sapiossexualidade a sua capacidade de gostar das pessoas pelo que elas são e não pela forma física que elas têm.

Inteligência é afrodisíaco

A verdade é que todos nós gostamos de pessoas inteligentes, e não é apenas isso que basta para que alguém se considere uma pessoa sapiossexual. Em artigo publicado no Alternet, Carrie Weisman explica: “Sapiossexuais não apenas relacionam inteligência com atração; eles relacionam inteligência com atração carnal”.

Weisman explica também que, embora o termo não esteja no mesmo nível de “heterossexual” ou “bissexual”, faz parte, sim, do espectro de orientação sexual. No OKCupid, um site gringo de relacionamento, entre as opções “heterossexual”, “homossexual”, “pansexual” agora está também a “sapiossexual”.

É normal que o termo cause estranhamento, afinal ele é recente e foi criado em 1998, por Darren Stalder. Ainda assim, ficou conhecido apenas em 2008, quando passou a ser discutido mais amplamente. A popularidade da palavra pode ser atribuída a Kayar Silkenvoice, a escritora que passou a usar o termo em 2005, quando criou o domínio sapiosexual.com.
“Sapiossexual é uma palavra recentemente construída (neologismo) e que tem caído em uso comum, particularmente em redes sociais, em que pessoas estão se autoidentificando como sapiossexuais. É a concatenação da raíz latina sapio– de sapiens, que significa sabedoria ou inteligência – e da raíz latina sexualis, no que se refere a preferências sexuais”, explicou a escritora à época.

De acordo com a autora, que conversou com Weisman, uma das coisas mais interessantes a respeito do termo é o fato de que ele é usado como uma definição realmente pessoal, baseada na personalidade de cada indivíduo. Ela explica que o termo representa aqueles que vão além do estereótipo nerd ougeeky – são pessoas cujos instintos sexuais se afloram diante de alguém que consideram inteligente.

Para Silkenvoice, a popularização do termo é também um alívio para quem sempre teve dificuldades na hora de dizer por que sentia atração sexual por determinada pessoa. Ela explica também que a definição de inteligência varia de pessoa para pessoa, mas que, em geral, a pessoa sapiossexual não tem interesse apenas na inteligência acadêmica de alguém, mas também na inteligência de vida do outro e em tudo aquilo desperta a paixão e energia dela.

A autora acredita que as relações sexuais são outro ponto positivo de quem é inteligente, pois, de acordo com ela, “pessoas inteligentes reconhecem que não precisam ser boas em tudo”. Nesse sentido, ela explica que, no sexo, são indivíduos que querem aprender sobre o corpo do parceiro e, consequentemente, o ato se torna intenso, interessante e nada monótono.

Quanto à aparência da outra pessoa, Silkenvoice explica usando o exemplo de quem está acima do peso. Para ela, os sapiossexuais não enxergam essa característica como repulsiva, pois reconhecem que ela é só um atributo do outro indivíduo.

“Eu tenho um tipo, mas eu também saio com pessoas que não fazem o meu ‘tipo’”, explica ela, que complementa: “Eu sou uma dessas pessoas que tentam encontrar alguma coisa para amar em todo mundo que conheço. Então, quando você parte desse ponto, há muitas coisas para achar atraentes nas pessoas”, finaliza. E aí, será que você pode ser considerado um sapiossexual?

quarta-feira, agosto 26, 2015

Atenção, fãns de astronomia: Setembro tem eclipse total de Superlua Sangrenta

O Mês de Setembro é um dos mais interessantes para os fãs de Astronomia aqui no Brasil. Dois eventos serão visíveis em nosso país e um deles não deve se repetir tão cedo. Então pega a sua agenda e anote:

Netuno em oposição

No primeiro dia do mês, o planeta Netuno entrará em oposição ao Sol, visto da Terra. Será um dos melhores dias do ano para avistar o astro e fotografá-lo com equipamentos especiais. Caso você consiga um bom registro do planeta, mande para a gente!


Eclipse total da Superlua Sangrenta

A segunda e maior Superlua do ano acontecerá no dia 28 de setembro, e nós aqui do Brasil poderemos acompanhar o evento de camarote. Além de ser o ponto máximo de aproximação da Terra e seu satélite natural, que faz com que a Lua pareça estar maior, neste dia também teremos o único eclipse do ano visível no Brasil.

Etapas de um eclipse lunar completo gerando a Lua de Sangue
E para melhorar: será um eclipse lunar total! Outro desses só em 2019, então não dá para perder. E tem mais: esse eclipse produzirá a Lua Sangrenta (ou Lua de Sangue, como você preferir chamá-la), que é quando a sombra da Terra começa a atingir o satélite deixando-o com uma cor avermelhada. Isso deverá começar por volta das 22h e cerca de uma hora depois a Lua terá “sumido” completamente. O céu só voltará ao “normal” perto de 1h30 da madrugada.

Stephen Hawking: 'Buracos negros podem ser passagens para outra dimensão'


Normalmente caracterizados como turbilhões inescapáveis de destruição, os buracos negros vêm intrigando cientistas – e cineastas – há muitos anos. Ao longo do tempo, a noção de que esse fenômeno espacial pudesse servir como uma porta de entrada para outras dimensões sempre foi vista como algo fantasioso. Agora, no entanto, ninguém menos do que o renomado Stephen Hawking afirma que isso é perfeitamente possível.

Durante uma palestra recente no KTH Royal Institute of Technology, em Estocolmo, o cientista apresentou uma nova teoria por meio da qual consegue não somente resolver problemas que empacavam hipóteses anteriores há mais de 40 anos, mas também reforçam a possibilidade acima. Antes de partirmos para explicar a novidade, no entanto, é preciso entender um pouco mais sobre o assunto.

Desfazendo o nó

Quando uma estrela gigante vermelha entra em supernova e deixa para trás um núcleo com uma massa considerável, esse material remanescente pode entrar em colapso e dar origem àquilo que chamamos de buraco negro. Com uma enorme força gravitacional, o fenômeno passa então a atrair objetos físicos que se aproximem demais – e é nesse ponto em que os cientistas começam a ter problemas.



Segundo os cientistas defensores da teoria da relatividade geral, as informações que determinam o estado físico de tudo o que cai em um buraco negro são simplesmente obliteradas por sua imensa gravidade. Por outro lado, os seguidores da mecânica quântica argumentam que esses dados permanecem intactos. Esse conflito entre hipóteses já dura mais de quatro décadas e recebeu o nome de “Paradoxo da Informação”.

Com a nova teoria de Hawking, no entanto, surge uma terceira opção que pode colocar um fim à discussão. Segundo ele, na realidade a informação não chega até a parte interna do buraco negro, mas sim fica armazenada na sua região de fronteira – conhecida como “horizonte de eventos” ou “ponto de não retorno”. Assim, os dados sobre as partículas sugadas ficariam na superfície, assumindo a forma de hologramas, imagens residuais 2D dos objetos 3D originais.

Passagem só de ida

O cientista ainda explica que essa informação, no entanto, não fica presa permanentemente por conta da atração gravitacional do fenômeno, mas pode escapar de volta para o espaço graças à “radiação Hawking”. Segundo esse conceito, alguns fótons podem ser ocasionalmente ejetados de um buraco negro devido a flutuações quânticas aleatórias.

Nesse momento, os fótons emitidos acabariam carregando consigo as informações “armazenadas” no horizonte de evento, mas “corrompendo” os dados. “A informação sobre as partículas entrantes é devolvida, mas em uma forma caótica e inútil. Isso soluciona o Paradoxo da Informação. Para todos os propósitos práticos, os dados acabam perdidos”, pontua o pesquisador.


Outra opção de escapatória que Hawking diz ser possível, no entanto, é a passagem desse material para uma dimensão diferente. “A existência de histórias alternativas com buracos negros sugere que isso é uma possibilidade. O buraco teria que ser grande e, se estivesse em rotação, poderia ser uma porta para um Universo diferente. Mas você não conseguiria mais voltar para o nosso”, concluiu o cientista.

In: TecMundoEngadget/Andrew Tarantola; MC

Autenticidade do “Evangelho da Esposa de Jesus” é novamente questionada

 Em 2012, uma equipe de cientistas da Universidade de Harvard liderada pela pesquisadora Karen King divulgou a descoberta de um papiro do século 4 — de apenas 4 x 8 centímetros — cujo texto sugeriria que Jesus de Nazaré teria sido casado com Maria Madalena.

Conhecido como “Evangelho da Esposa de Jesus”, o polêmico fragmento teria sido redigido em copta — um antigo idioma utilizado no Egito por volta do século 3 — com tinta preta e traria as frases “Jesus disse a eles, minha esposa...” e “Ela poderá ser minha discípula”. Além disso, o texto faria referência a uma “Maria” que os pesquisadores acreditam ser Maria Madalena.

Karen King com o papiro
Evidentemente, a autenticidade do papiro foi contestada na época, e, no ano passado, os cientistas de Harvard divulgaram os resultados de testes realizados no fragmento que apontaram que ele seria autêntico. Como era de se esperar, a notícia gerou uma enorme discussão e, agora, depois de alguns detalhes sobre a origem da relíquia virem à tona, a legitimidade do supostoEvangelho da Esposa de Jesus está sendo questionada novamente.

Origem duvidosa

De acordo com Owen Jarus do portal Live Science, o proprietário do papiro — que insiste em manter a identidade em sigilo — contou que adquiriu a relíquia de um homem chamado Hans-Ulrich Laukamp em 1999, juntamente com outros documentos em copta. Laukamp, por sua vez, teria comprado os itens em 1963, em Postdam, na Alemanha, cidade que, então, ficava no lado oriental do país.

Cópia do contrato com a assinatura de Laukamp

Acontece que, segundo Owen, depois que Laukamp faleceu — em 2002 —, a alegação de ele teria possuído as relíquias foi negada. Isso porque tanto a pessoa que representa a família do alemão como um antigo sócio do homem disseram que ele jamais se interessou por antiguidades e nunca colecionou uma peça sequer. Além disso, Laukamp vivia na Alemanha Ocidental em 1963, o que significa que ele não poderia ter ido até Postdam na época.

Os pesquisadores de Harvard alegam que o proprietário anônimo apresentou ao grupo a cópia de um contrato de compra e venda de seis fragmentos de papiro. Esse documento traz a assinatura dos envolvidos e a data da negociação, assim como uma nota escrita à mão explicando que as relíquias haviam sido adquiridas por Laukamp na Alemanha Oriental em 1963.

Mais evidências polêmicas


Segundo Owen, outra descoberta também indica que o papiro pode ser falso. Após a divulgação dos testes feitos em Harvard, um pesquisador chamado Christian Askeland avaliou um segundo papiro da coleção do proprietário anônimo. Esse documento contém um trecho do Evangelho de João e, assim como os demais itens, também teria sido comprado de Laukamp e passado pelas mesmas análises de datação — obtendo o mesmo resultado.

Só que Askeland descobriu que tanto o texto como as quebras de linha são idênticos aos de outro papiro que aparece em um livro publicado em 1924. Esse segundo papiro foi redigido em um dialeto extinto do copta chamado Licopolitano e traz várias semelhanças com o Evangelho da Esposa de Jesus — o que levou o pesquisador a concluir que os dois fragmentos fornecidos pelo homem anônimo foram produzidos pela mesma pessoa e provavelmente são falsos.

Trecho do Evangelho de Tomé
Além disso, outros cientistas apontaram que o texto em copta do papiro sobre a esposa de Jesus é bastante similar ao presente em outro documento cristão conhecido como Evangelho de Tomé, cuja cópia online se tornou pública em 2002. Pois esse texto tem um erro gramatical, e o papiro polêmico traz o mesmo erro — o que serve para reforçar a lista de argumentos a favor de que a relíquia tenha sido forjada.

***

esquisadores da Universidade de Columbia, nos EUA, devem publicar em breve um estudo detalhado realizado com os papiros que deve confirmar a autenticidade dos fragmentos. No entanto, como você viu, parece que a briga sobre a legitimidade dos documentos nunca vai ter fim. De qualquer forma, vamos tentar manter-vos informados das próximas controvérsias sobre o tema!


In: Live Science/Owen JarusTimes of Israel; Megacurioso

domingo, julho 19, 2015

Novo sistema planetário é descoberto apenas 54 anos-luz da Terra

Impressão artística que mostra a distância da estrela (HD 7924) e seus planetas do sol (“Sun”)

Astrônomos encontraram uma maneira de acelerar a busca por exoplanetas próximos de nós, o que levou a descoberta de um sistema planetário a apenas 54 anos-luz de distância da Terra.

A maioria dos mundos recém-descobertos estão longe o suficiente para tornar seu estudo difícil. Até agora, a busca por esses mundos tem contado com supervisão humana, o que inevitavelmente retarda o progresso.

Então como poderíamos procurar mais planetas de forma mais rápida a fim de encontrar alguns mais próximos de nós?

A ideia

Essa foi a questão que os astrônomos responderam com o Automated Planet Finder (APF, na sigla inglês, que significa “Procurador de Planeta Automatizado”, em tradução livre).

“Nós inicialmente utilizávamos o APF como um telescópio regular que ficava a noite toda procurando estrelas”, explica o estudante de graduação da Universidade do Havaí (EUA), B. J. Fulton. “Mas a ideia de deixar um computador tomar o turno da noite ficou mais atraente depois de meses de pouco sono. Então, escrevemos um software para nos substituir”.

Uma das estrelas que o APF foi instruído a investigar era a HD 7924. A 54 anos-luz de distância de nós, ela é muito mais próxima que a maioria dos planetas que o Telescópio Kepler, da NASA, já revelou.

Sistema com no mínimo três planetas

Em 2009, o Observatório Keck, no Havaí, encontrou um planeta ao redor de HD 7924 com um período orbital de apenas cinco dias.

Nossas pesquisas anteriores de planetas extra-solares nos ensinaram que, onde há um planeta, geralmente há mais, o que tornou a HD 7924 um alvo natural para um estudo mais aprofundado.

O Observatório Keck continuou a analisá-la, e a combinação de suas observações, bem como as mais recentes feitas pelo APF, mostraram provas de mais dois planetas.

Esses novos planetas também estão muito próximos à estrela, com períodos orbitais de 15 e 24 dias. Em comparação, Mercúrio leva 88 dias para orbitar o sol.

A HD 7924 emite menos de dois quintos da luz que o sol emite, mas esses planetas ainda estão próximos o suficiente da estrela para serem muito quentes para a vida existir em sua superfície.

Potencial enorme

O interesse da nova descoberta vem em parte da demonstração de técnicas que poderiam ser usadas para ajudar os astrônomos a encontrar planetas mais semelhantes ao nosso. O software do APF poderia ser uma ferramenta muito útil.

“Este nível de automação é um divisor de águas na astronomia”, disse o líder da equipe, Dr. Andrew Howard, da Universidade do Havaí. “É um pouco como ter um carro sem motorista que vai a compras por planetas”.

Além disso, as novas descobertas também expandem nosso conhecimento limitado da categoria de planetas conhecidos como “super-Terras”, aqueles com massas entre a do nosso planeta e a de Netuno.

Os três planetas são diferentes de tudo em nosso sistema solar, com massas 7 a 8 vezes a da Terra e órbitas que os levam muito próximos de sua estrela hospedeira. Esse tipo de planeta parece ser muito comum no universo, mas ainda estamos em grande parte apenas especulando sobre sua composição.

IN: HC

domingo, julho 12, 2015

Astrônomos descobrem exótico sistema quíntuplo de estrelas


Cientistas da Universidade Aberta (Open University), no Reino Unido, descobriram um raro sistema com cinco estrelas gravitacionalmente ligadas.

Designado 1SWASP J093010.78 + 533.859,5, ele consiste em dois conjuntos de estrelas binárias (um binário eclipsante) e uma quinta solitária.

Sistemas estelares quíntuplos já foram descobertos antes, mas esta é a primeira vez que os astrônomos viram um par de estrelas binárias eclipsantes dentro de um sistema de cinco estrelas.

A descoberta

1SWASP está localizado a 250 anos-luz da Terra. O sistema foi originalmente detectado em dados arquivados a partir do projeto SuperWASP (principal programa de detecção de planetas extra-solares do Reino Unido), que utiliza câmeras do Observatório del Roque de los Muchachos, nas Ilhas Canárias, e da Estação Sutherland do Observatório Astronômico Sul Africano.

Ao longo dos anos, essas câmeras intermitentemente mediram o brilho de estrelas individuais, permitindo aos cientistas acompanhar sua luz ao longo do tempo. Usando uma técnica semelhante à forma como os astrônomos descobrem exoplanetas distantes, uma equipe de cientistas liderada por Marcus Lohr foi capaz de identificar este notável sistema quíntuplo.

Estrelas especiais

Duas das estrelas são binárias eclipsantes em contato, uma configuração em que duas estrelas orbitam tão estreitamente que compartilham o mesmo ambiente. À distância, parece que estão se tocando. Esse tipo de dupla estelar não é raro, mas o novo par é o único conhecido que apresenta um período orbital particularmente curto: leva apenas seis horas para estas duas estrelas orbitarem uma da outra.


Quanto ao outro binário, suas duas estrelas estão localizadas cerca de 21 bilhões de quilômetros uma da outra, uma distância um pouco maior que a órbita de Plutão em torno do sol.

Uma análise posterior revelou uma quinta estrela, até dois bilhões de quilômetros de distância do binário individual. Ao estudar curvas de luz do sistema e seus espectros, os astrônomos confirmaram que todas as estrelas estão gravitacionalmente ligadas.

Cinco sóis

“Este é um sistema estelar verdadeiramente exótico. Em princípio, não há nenhuma razão pela qual não poderia ter planetas em órbita em torno de cada um dos pares de estrelas”, disse o Dr. Lohr. “Quaisquer habitantes teriam um céu que colocaria os fãs de Star Wars no chinelo – em certos casos, haveria nada menos do que cinco sóis de diferentes brilhos iluminando a paisagem”.


Segundo o pesquisador, os dias nesses planetas – se eles existirem – teriam níveis dramaticamente variantes de luz, conforme as diferentes estrelas eclipsam. Não haveria noite por uma grande parte do “ano estelar”. Escuridão e um céu noturno só ocorreriam quando as estrelas ficassem do mesmo lado do planeta em questão.

Procurando no céu

Todas as estrelas são menores e mais frias do que o nosso sol, mas coletivamente o sistema ainda é brilhante o suficiente para ser visto com pequenos telescópios.

Astrônomos amadores devem ser capazes de ver os eclipses por si mesmos. O sistema, a uma magnitude 9, está localizado na constelação de Ursa Maior.
In: io9

O melhor retrato de Plutão - a 800 mil quilómetros de distância



Faltam um dia e algumas horas para a aproximação máxima a Plutão, na terça-feira.

A apenas 800 mil quilómetro de distância de Plutão, depois de uma viagem de nove anos, a New Horizons tirou ontem o melhor retrato do planeta-anão. A distância pode parecer grande, mas a nave está agora a quase cinco mil milhões de quilómetros da Terra, lembra a agência espacial norte-americana.

Faltam um dia e algumas horas para a aproximação máxima a Plutão, na terça-feira, o culminar a longa viagem qeu nos leva ao planeta mais distante do sistema solar, que ainda era o nono quando a nave foi lançada, tendo sido depois "despromovido" a planeta-anão.

A imagem mostra quatros pontos negros, que continuam por explicar, em maior pormenor."É estranho que estejam espaçados de forma tão regular", diz Curt Niebur, do programa New Horizons da NASA. Jeff Moore, também da NASA, está igualmente intrigado. "Não conseguimos dizer se são planaltos ou planícies, ou se são variações de brilho num superfície completamente lisa."

A NASA estima que as áreas mais escuras tenham 480 km. Os geólogos e geofísicos da missão esperam que as imagens que a nave já recolheu e vai recolher ajudem a explicar este mistério mas também a encontrar crateras de impacto e outras características do planeta.

In: DN