domingo, junho 05, 2016

PRIMEIRA MÁQUINA QUE PASSA E DOBRA A ROUPA JÁ ESTÁ Á VENDA

Quando finalmente terminamos de lavar a roupa, aparece outro trabalho ainda pior: passar e dobrar as peças.

Conheça a Foldimate, a máquina que passa e dobra a sua roupa.



Além de dobrar, a novidade possui um sistema de vapor para passar a roupa e eliminar aqueles vincos indesejados, e há até um recurso para amaciar e perfumar enquanto estão sendo dobradas.




A Foldimate é capaz de dobrar desde camisas até calças, o único problema é que não faz o mesmo em peças muito grandes ou bem pequenas, como roupas de cama e meias. Cada peça é dobrada em cerca de 10 segundos, somando outros 30 segundos para tirar os vincos usando o sistema de vapor. Podem ser colocadas até 20 peças de uma só vez.


A máquina está a ser desenvolvida desde 2014, mas a empresa irá disponibilizar a pré-venda em 2017. Enquanto não é lançada, os interessados podem obter mais informações sobre o lançamento aqui, o preço estimado é entre 650€ e 800€.



Fonte: Sossolteiros

sexta-feira, junho 03, 2016

CIENTISTAS DESENVOLVEM TECNOLOGIA CAPAZ DE TRADUZIR PENSAMENTOS EM PALAVRAS

arselectronica / Flickr

Investigadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, desenvolveram uma tecnologia capaz de traduzir pensamentos em palavras.

Os cientistas promoveram uma série de experiências para mapear e catalogar a atividade cerebral durante a pronúncia, representação e perceção de palavras.

Após alguns anos de pesquisa, o dispositivo criado para realizar a leitura da atividade do lobo temporal do crânio foi finalmente capaz de reproduzir uma palavra imaginada por uma pessoa.

A investigação tem analisado de que forma as palavras ditas em voz alta envolvem determinadas áreas do cérebro. “O próximo desafio é reproduzir a fala compreensível a partir de gravações cerebrais feitas quando uma pessoa imagina uma palavra que gostaria de dizer”, explica o investigador Robert Knightao Daily Mail.

Os investigadores usaram elétrodos colocados na superfície do cérebro ligada a áreas de linguagem em pacientes acordados.

Durante o discurso das pessoas, o cientistas monitorizaram o padrão de respostas elétricas das células cerebrais, a partir do qual criaram um modelo que consegue descodificar os sinais e transformá-los em sons.

“As novas técnicas e o processamento matemático dos sinais cerebrais nos aproximaram dos detalhes que precisamos para extrair os sinais que são relevantes para a reprodução de um discurso”, conta Robert Knight.

Segundo o investigador, o objetivo é produzir um dispositivo que ajude vítimas de AVC e pessoas que sofrem de distúrbios de fala a comunicarem com outras pessoas.

“Queremos desenvolver um dispositivo implantável que descodifica os sinais que acontecem no cérebro quando pensamos numa palavra e, em seguida, transforma esses sinais num arquivo de som que pode ser reproduzido por um dispositivo de voz”, descreve.

As premissas destas experiências foram publicadas na PLoS Biology.

In: SN

DAVID OGILVY, FALECIDO HÁ 17 ANOS, VAI DAR UMA ENTREVISTA



O supercomputador Watson, o sistema de Inteligência Artificial ultra-inovador da IBM, vai “entrevistar” David Ogilvy, que dirá as suas primeiras palavras em 17 anos – desde que faleceu, em julho de 1999.

Esta “magia” será possível graças a um dos sistemas de IA mais avançados do mundo, que está a ser alimentado com diversas informações da vida de David Ogilvy – a sua carreira, vida pessoal e visão criativa - para realizar a entrevista.

Também os livros de Ogilvy, como “Confessions of an Advertising Man”, farão parte desta memória artificial, tentando criar uma linha de raciocínio semelhante à do ícone da publicidade.

A “entrevista” com um dos pais da publicidade moderna será publicada na edição de junho da revista The Drum, especializada na cobertura da indústria de marketing e comunicação, que será provavelmente a primeira a ser editada por um sistema de Inteligência Artificial.

A revista sublinha que, no processo de machine learning, o sistema tem que aprender.

E para ajudar o Watson a incorporar a personalidade de David Ogilvy, a The Drum convida os leitores e especialistas da indústria a participar na experiência, enviando as suas perguntas para o e-mail stephen.lepitak@thedrum.com ou usando a hashtag #askogilvy no Twitter para sugerir questões que gostaria de ver Ovilgy responder na entrevista post mortem.

“Poucas pessoas tiveram tanto impacto na nossa indústria como David Ogilvy”, afirma o editor da The Drum, Stephen Lepitak. “O seu legado ainda continua vivo e os seus insights ainda são relevantes. Não consigo imaginar uma aplicação mais apropriada desta tecnologia de ponta do que provar que o espírito de Ogilvy continua vivo ainda hoje”, afirma.

CORRENTES OCEÂNICAS ESTÃO A NEUTRALIZAR OS EFEITOS DO AQUECIMENTO GLOBAL NA ANTÁRCTICA

leungchitak / Flickr
Correntes oceânicas frias e profundas do Atlântico Norte estão a neutralizar o efeito do aquecimento global na Antártica e a retardar o aumento do nível dos mares, revela um novo estudo, publicado esta segunda-feira. 

Segundo o estudo, publicado esta segunda-feira na revista britânica Nature Geoscience, este isolamento gelado do continente, que está coberto com uma camada de gelo de até quatro quilómetros de espessura, pode durar séculos.

As conclusões do estudo são uma boa notícia para centenas de milhões de pessoas: as que vivem em regiões baixas e estão ameaçadas pela subida iminente de até um metro no nível dos mares, que deve acontecer até o final do século, de acordo com o último relatório do Painel de Ciência do Clima da ONU.

Estudos mais recentes sugerem que o nível da água dos mares pode aumentar ainda mais, impulsionado pela água da superfície, que se expande à medida que aquece, e pelo escoamento das geleiras e de duas grandes camadas de gelo.

Uma dessas camadas de gelo cobre a Gronelândia, e a outra fica na Antárctica Ocidental – a zona do continente que está a aquecer mais rapidamente.

Se a Antárctica Oriental estivesse a fundir ao mesmo ritmo, o impacto sobre as povoações humanas ao longo das costas em todo o mundo seria catastrófico.

Os cientistas já sabem há muito tempo que as mudanças climáticas têm afectado o Oceano Antártico mais lentamente do que os outros oceanos nos últimos 50 anos.

A resistência do Antárctico ao aquecimento global é devido à vastidão da camada de gelo do continente, e aos ventos e às correntes oceânicas, que funcionam como uma zona de protecção.

Mas o estudo agora publicado atribui o motivo fundamental dessa resistência a um cinturão de correntes oceânicas profundas, que transporta água gelada a uma temperatura de cerca de 1ºC.

“O principal motivo do atraso no aquecimento do Oceano Antártico é a circulação oceânica de fundo”, afirma a equipa de cientistas, liderada pelo biólogo Kyle Armour, investigador da Universidade de Washington em Seattle.

Para os investigadores, os gases causadores de efeito estufa, que estão a provocar secas, tempestades e instabilidade climática no resto do planeta, vão demorar “muitos séculos” a ter um impacto significativo no Oceano Antártico.

Essa conclusão não anula, porém, o facto de que, mesmo em menor escala, o aquecimento global pode causar danos.

De acordo com um outro estudo, publicado na semana passada, uma calote polar do tamanho da França na Antárctica Oriental está a perder água rapidamente.

E essa perda, por si só, pode elevar o nível dos oceanos em cerca de dois metros em poucos séculos.

(dr) Oleg Zherebin / ArtStation
In: EcoD

FÍSICOS PODEM TER DETETADO UMA QUINTA FORÇA FUNDAMENTAL DA NATUREZA

Maxwell Hamilton / Flickr


Uma equipa de físicos húngaros acredita ter encontrado provas de uma quinta força fundamental da natureza. Se for comprovada, a descoberta pode alterar a nossa compreensão de como o universo realmente funciona.

Uma parte fundamental do Modelo Padrão da Física é que tudo no universo é controlado por apenas quatro forças fundamentais – gravidade, eletromagnetismo e as forças nucleares forte e fraca -, que explicam todo o comportamento e as partículas que vemos no universo.

A gravidade é responsável por manter juntos os planetas e a força eletromagnética é responsável por manter as nossas moléculas juntas. Por outro lado, a força nuclear forte é a “cola” dos núcleos atómicos, enquanto a força nuclear fraca ajuda alguns átomos a passarem pelo decaimento radioativo.

Estas quatro forças pareciam até agora poder explicar razoavelmente bem toda a física que podemos observar, explica a revista Popular Science.

Bosão super leve

As provas desta quinta força foram descobertas no ano passado, quando uma equipa da Academia Húngara de Ciências informou que tinha disparado protões em lítio-7 e, nas cinzas nucleares, tinham detetado um novo bosão super leve que era apenas 34 vezes mais pesado do que um eletrão.

Por mais impressionante que isto possa parecer, o artigo ficou em grande medida esquecido, até que uma equipa dos Estados Unidos publicou a sua própria análise dos dados no final do mês passado.

Na análise, a equipa dos EUA, liderada por Jonathan Feng, da Universidade da Califórnia em Irvine, mostrou que os dados não entram em conflito com experiências anteriores e calculou que o novo bosão poderia de facto carregar uma quinta força fundamental.

O artigo ainda não foi revisto por pares, mas estando publicado na plataforma arXiv permite que outros físicos possam analisar os resultados e enviar as suas próprias conclusões – que é o que está a acontecer.

Como relata a revista Nature, investigadores de todo o mundo estão a realizar testes de acompanhamento para verificar a descoberta da Hungria. Os resultados podem chegar dentro de cerca de um ano.

A quinta força fundamental da Natureza

Descoberta inesperada

Afinal, o que um bosão super leve tem que ver com uma nova força da natureza?

Esta não é a primeira vez que investigadores afirmam ter detetado uma quinta força, mas a busca tem aquecido ao longo da última década.

Muitos cientistas – incluindo a equipa húngara, liderada pelo físico Attila Krasznahorkay – acreditam que pode existir uma partícula chamada “fotão escuro“, que poderia levar uma nova força que poderia, por sua vez, explicar a matéria escura – a substância invisível que compõe mais de 80% da massa do universo.

Os cientistas húngaros dispararam protões contra alvos finos de lítio-7, uma colisão que criou núcleos instáveis de berílio-8, que, então, decaíram em pares de eletrões e positrões.

“De acordo com o Modelo Padrão, o número de pares observados deveria cair à medida que o ângulo que separa a trajetória do eletrão e do positrão aumenta”, escreve Edwin Cartlidge na Nature.

Os físicos do Instituto de Pesquisa Nuclear de Debrecen, na Hungria, afirmam que este aparelho encontrou evidências de uma nova partícula


No entanto, não foi isso que a equipa observou: a cerca de 140 graus, o número desses pares saltou, criando um pequeno “inchaço” antes de cair novamente em ângulos maiores.

De acordo com Krasznahorkay e a sua equipa, este “inchaço” pode ser uma evidência de uma nova partícula. Os cientistas calcularam que a massa desta nova partícula seria de cerca de 17 megaelectronvolts, o que não era esperado para o “fotão escuro”, mas pode ser prova de algo completamente diferente.

“Estamos muito confiantes em relação aos nossos resultados experimentais”, afirmou Krasznahorkay à Nature, explicando que a probabilidade deste “inchaço” ser uma anomalia é de cerca de 1 em 200 mil milhões – apesar de nenhuma outra equipa tenha confirmado isso até agora.

A análise feita pelo grupo norte-americano não envolveu uma repetição da experiência, mas apenas cálculos para verificar se, pelo menos teoricamente, o bosão super leve alegadamente detetado por Krasznahorkay poderia ser capaz de transportar uma nova força fundamental.

A comunidade científica continua muito cética em relação às supostas descobertas, especialmente porque o bosão super leve era algo que ninguém esperava encontrar.

“Talvez estejamos a ter o primeiro vislumbre da Física para além do universo visível“, afirmou à Nature o investigador Jesse Thaler, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que não estava envolvido em nenhum dos estudos.


segunda-feira, maio 30, 2016

MARTE FAZ HOJE A MAIOR APROXIMAÇÃO À TERRA EM 11 ANOS

Marte e Phobos, uma das suas duas luas
Marte vai estar perto da Terra esta noite, no ponto mais próximo dos últimos 11 anos, a “apenas” 75 milhões de quilómetros do planeta azul. 

O pico da aproximação acontece às 21h35, momento em que terá melhor visibilidade para o planeta vermelho, que vai aparecer no céu ligeiramente mais brilhante e maior do que o habitual. Se o céu estiver limpo, podem nem ser precisos telescópios para avistar Marte.

Desde 18 de maio é possível ver o planeta vermelho mais perto da Terra, permanecendo brilhante nas duas primeiras semanas de junho.

O fenómeno acontece a cada dois anos – a próxima vez que irá acontecer será a 31 de julho de 2018 -, mas Marte não fica sempre à mesma distância. A última vez que os dois planetas ficavam assim tão perto foi em novembro de 2005.

Foi em 2003 que o planeta se situou no ponto mais próximo de sempre – a 56,33 milhões de quilómetros. Quando está no ponto mais distante, Marte fica a 402 milhões de quilómetros da Terra.

In: Zap

HÁ LULAS DO TAMANHO DE AUTOCARROS NO FUNDO DO MAR

Foto-montagem de uma lula gigantesca
Uma nova investigação, em torno do tamanho das lulas gigantes, concluiu que estas podem atingir dimensões maiores do que imaginávamos, sendo tão grandes como um autocarro, com 20 metros de comprimento.

Estas conclusões resultam de uma investigação levada a cabo por Charles Paxton, especialista em ecologia da Universidade de St. Andrews, na Escócia, publicada na revista centífica Journal of Zoology.

Este investigador fez várias expedições pelas costas do Atlântico e recolheu informação sobre mais de 160 exemplares, com o intuito de determinar o tamanho máximo da chamada Architeuthis dux, nome científico das lulas gigantes.

Paxton acredita, com base nos dados que recolheu, que os espécimes destes animais que habitam nas profundezas do mar podem chegar a medir até 20 metros de comprimento, incluindo os tentáculos. O corpo pode ter até três metros.

“Estou a extrapolar e a extrapolação pode, por vezes, ser um pouco imprecisa. Mas penso que são extrapolações bastante seguras. Penso genuinamente, que o tamanho das lulas gigantes tem sido subestimado”, refere o cientista em declarações ao Live Science.

A teoria de Paxton é difícil de comprovar porque estas lulas gigantes vivem a profundidades que oscilam entre os 300 e os 1.000 metros, sendo quase impossível observá-las no seu habitat natural.

Assim, estas figuras míticas, consideradas apenas lendas durante muito tempo, até serem fotografadas em 2004, vão continuar a ser um mistério para a Humanidade.

In: ZAP