quarta-feira, abril 08, 2015

Geólogo diz ter provas de que Jesus foi casado e teve um filho

Um geólogo israelita diz ter encontrado provas de que o 'filho de Deus' foi casado e teve um filho, chamado "Judah".


Arye Shimron é um geólogo israelita que acredita ter confirmado a existência e autenticidade de um túmulo, em Jerusalém, que pertence a Jesus e ao seu filho.

De acordo com o Daily Mail, depois de vários e extensos testes químicos, o geólogo estabeleceu uma ligação entre o ‘James Ossuary’ – um túmulo dado a conhecer em 2002 que contém a inscrição ‘Tiago, irmão de Jesus, filho de José’ – e a polémica sepultura da família de Jesus, na mesma cidade.

Shimron acredita que o ‘filho de Deus’ foi sepultado com mais nove pessoas, incluindo “Judah, filho de Jesus” e a sua mulher, de nome “Maria”.

Um especialista da Universidade de Toronto adiantou, à mesma publicação, que os nomes José, Maria e Jesus eram muito comuns na altura e significavam quase 8% da população.

Diz-se, no entanto, que a combinação de nomes da família descrita na Bíblia seria uma percentagem muito reduzida.

Recorde-se, no entanto, que a teoria de Arye Shimron baseia-se em princípios que são contestados por muitos especialistas, como a veracidade do ossário de Tiago e a ligação de Jesus ao túmulo de Jerusalém.
 
In: NM

quinta-feira, março 26, 2015

Alzheimer - Novo tratamento restaura totalmente a função da memória


Pesquisadores australianos criaram uma tecnologia de ultra-som não-invasiva que limpa o cérebro das placas amilóides neurotóxicos responsáveis ​​pela perda de memória e pelo declínio da função cognitiva em pacientes com Alzheimer.

Se uma pessoa tem a doença de Alzheimer, isso é geralmente o resultado de uma acumulação de dois tipos de lesões - placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. As placas amilóides ficam entre os neurônios e criam aglomerados densos de moléculas de beta-amilóide.

Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurónios do cérebro, e são causados por proteínas Tau defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como nutrientes e organelas.

Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer - uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo - tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos pacientes. 
 
Agora, uma equipa do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipa descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia feixes feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.

Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células microgliais do cérebro a moverem-se. As células da microglila são basicamente resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.

Os pesquisadores relataram um restauro total das memórias em 75 por cento dos ratos que serviram de cobaias para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória - um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar. 
 

quarta-feira, março 25, 2015

Amigos são realmente família, de acordo com estudo genético

De acordo com James Fowler, professor de genética médica e ciência política na Universidade da Califórnia (EUA) e coautor do estudo, ao olhar todo o genoma humano, ele descobriu que, de uma maneira geral, é bastante parecido entre amigos. “Nós temos mais DNA em comum com as pessoas que escolhemos como amigos do que com estranhos em uma mesma população”, esclarece.

E esta hein?
 
Detalhes do estudo

O estudo que revela a semelhança genética entre amigos de verdade parte de uma análise de todo o genoma de quase 1,5 milhões de marcadores de variação genética, e se baseia em dados do Framingham Heart Study. O conjunto de dados de Framingham é o maior disponível até o momento, e os autores estão cientes de que ele contém um nível de detalhamento genético e informações sobre quem é amigo de quem.

Para conduzir a pesquisa, os cientistas se concentraram em temas únicos e nada menos que 1.932 pares de comparação de amigos sem grau de parentesco contra pares de estranhos também sem parentesco. As mesmas pessoas, que não eram nem parentes nem cônjuges, foram utilizadas em ambos os tipos de amostras. A única coisa que difere entre os participantes é a sua relação social.

Os resultados não são, segundo os pesquisadores, um artefato de tendência das pessoas de fazerem amizade com pessoas de etnias semelhantes. Os dados de Framingham são dominados por pessoas de origem europeia. Embora isto seja um problema para alguns pesquisadores, pode ser vantajoso para esse estudo em questão, pois todos os sujeitos, amigos ou não, foram geneticamente desenhados a partir da mesma população. Os pesquisadores também controlaram os dados por ascendência, usando as técnicas mais conservadoras atualmente disponíveis.

A observação proposta por esse estudo vai além do que você esperaria encontrar entre as pessoas de herança genética compartilhada. Segundo Fowler, o coautor do estudo, os resultados encontrados são uma “rede de ancestralidade”.

Quão geneticamente similares são os amigos de verdade?

Os pesquisadores encontraram que os amigos de verdade, aqueles amigos do coração, os irmãos que a gente escolhe, têm semelhanças genéticas que equivalem a um grau de parentesco semelhante ao de primos de quarto grau, ou pessoas que têm o mesmo tataravô. Em outras palavras, isso se traduz em cerca de 1% de nossos genes.

Achou pouco?

1% pode realmente parecer pouco, mas, para os geneticistas, esse é um número realmente MUITO significativo. Ainda mais se você pensar que a maioria das pessoas nem sequer sabem quem são seus primos de quarto grau. De certa forma, dá o que pensar. Pense: eu mesma não sei quem são meus primos de quarto grau, mas, por uma acaso do destino, escolhi me relacionar com pessoas que muito bem poderia ter esse grau de parentesco comigo. Essas pessoas poderiam ser da minha família de verdade, sem eu saber disso.
Nível de amizade

No estudo, os pesquisadores também desenvolveram uma escala que chamaram de “nível de amizade”, que eles podem usar para prever as chances de pessoas serem amigas mais ou menos no mesmo nível de confiança que atualmente os cientistas usam para prever as chances de uma pessoa ser obesa ou ter esquizofrenia. Palmas para eles!

Amigos com benefícios

Atributos compartilhados entre amigos ou “parentesco funcional” pode conferir uma variedade de vantagens evolutivas. Algo do tipo se o seu amigo está com frio quando você faz uma fogueira, você dois se beneficiam do fogo. Esse também é o caso de alguns traços que só funcionam se o seu amigo também o tiver. Fowler exemplifica: “O primeiro mutante a falar precisava de alguém para falar com ele. Essa capacidade seria inútil se não houvesse ninguém para compartilhá-la”. Esses tipos de traços em pessoas são uma espécie de efeito de se viver em sociedade.

Porque você e seus amigos não ficam doentes ao mesmo tempo

Além das semelhanças “macro”, os pesquisadores também olharam para um conjunto de genes focados. Assim, eles descobriram uma coisa inusitada: eles acham que os amigos são mais semelhantes em genes que afetam o sentido do olfato.

O oposto vale para os genes que controlam a imunidade. Ou seja, os amigos são relativamente mais desiguais em sua proteção genética contra várias doenças.

A descoberta apoia o que as pessoas têm encontrado recentemente em relação a seus pares. E há uma vantagem evolutiva bastante simples para isso: ter conexões com pessoas que são capazes de resistir a diferentes patógenos reduz sua propagação interpessoal. Mas como é que vamos selecionar as pessoas para este benefício da imunidade? O mecanismo ainda permanece obscuro.

A questão da semelhança entre genes olfativos também segue aberta a debates e precisa de mais pesquisa para que conclusões sejam tiradas. Mas, até o momento, os cientistas supõem que a explicação pode estar no fato de que o nosso sentido de cheiro, quando semelhante, pode nos atrair a ambientes semelhantes. Sendo assim, não é difícil imaginar que pessoas que gostam de café, por exemplo, frequentem lugares com cheiro de café e lá encontrem pessoas que tenham o mesmo gosto – ainda que essa seleção não esteja no plano da consciência.

Cientistas observam também que, provavelmente, existem vários mecanismos que operam de forma paralela, nos guiando para escolher amigos geneticamente similares.

“With a Little Help From Our Friends”

Talvez o resultado mais intrigante do estudo seja que os genes que eram mais semelhantes entre amigos parecem estar evoluindo mais rapidamente do que outros genes. Fowler e sua equipe dizem que isso pode ajudar a explicar por que a evolução humana parece ter acelerado nos últimos 30 mil anos, e sugerem que o próprio ambiente social é uma força evolutiva.

Portanto, fica a melhor dica de todos os tempos: mantenha os amigos por perto.

In: Phys ; hypescience


Dormir abraçado a alguém alivia o stress!



 A maioria dos casais apaixonados gostam de dormir abraçados, ou em conchinha, e aqui está a prova de que fazem muito bem. Um estudo comprova que pessoas que dormem de conchinha são muito mais calmas, descontraídas e ponderadas. Para além disso, ainda prova que a relação do casal a dois e a sua cumplicidade melhora muito com esta prática.

Segundo investigadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, dormir ao lado do parceiro diminui o nível de cortisol no sangue – a hormona conhecida como sendo a hormona do stress.

Isto porque nós nos sentimos mais protegidos e seguros quando dormimos com alguém, portanto o corpo fica mais relaxado e não sente tanta necessidade em produzir tanto cortisol.

Além de diminuir o stress, dormir abraçado ou em conchinha também estimula a produção de ocitocina. A vantagem é que esta hormona estimula o sistema imunológico, ajudando no combate de inflamações, e ainda faz o sistema digestivo funcionar melhor.

Motivos não faltam. Para o pessoal que dorme sozinho, toca a arranjar companhia para dormirem abraçadinhos e começarem a tratar da vossa saúde hoje mesmo! Nem que seja o gato ou cão de estimação.


In: JAF

segunda-feira, março 23, 2015

Mau humor é sinal de inteligência!



É isso mesmo. O mau humor é um sinal de inteligência. Na verdade, eu já desconfiava. Mas desta vez a afirmação não é minha. São estudos científicos que dizem e comprovam isso!

As pessoas mal humoradas possuem uma inteligência mais afiada segundo um estudo realizado por um cientista australiano e publicado na revista científica Australasian Science.

“O mau humor melhora o desempenho intelectual e também aumenta a memória”, assegurou o professor Joseph Forgas, da Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney.

“Um estado de ânimo positivo também tem as suas vantagens, mas estas estão relacionadas com outras áreas, tais como a criatividade, a flexibilidade e a cooperação. O mau humor, por outro lado, melhora a atenção e facilita um pensamento e um raciocínio mais prudente e coerente”, explica o artigo.

“A nossa pesquisa sugere que o mau humor melhora as estratégias para processar a informação em situações difíceis”, acrescenta. As pessoas com um estado de ânimo mais descaído possuem ainda maior capacidade de argumentar as suas opiniões, especialmente por escrito, pelo que o artigo por fim conclui que “não é bom estar sempre de bom humor”.

A pesquisa consistiu numa série de experiências nas quais se manipulava o estado de espírito dos participantes utilizando filmes e lembranças positivas ou negativas.
 
Por isso, nunca mais torrem a minha paciência a pedir para eu ser mais bem humorado!

10 coisas que as pessoas infelizes têm em comum

Todos nós queremos ser felizes de uma forma ou de outra. Lutamos todos os dias para encontrar o caminho da felicidade, seja ela o que for, mas alguns ficam pelo caminho. Alguns de nós cometem erros dia após dia que nos levam para cada vez mais longe da luz ao fundo do túnel.

Esforça-se para encontrar a Paz? Procura a luz interior que sabe existir? Parece-lhe que esse brilho é curto ou que a felicidade é sempre passageira?

A vida é uma jornada e ao longo dela descobrimos o que funciona e o que não funciona. No entanto, as pessoas mais infelizes tendem a ter algumas coisas em comum.

Se procura encontrar a paz, equilíbrio e alegria veja algumas coisas que NÃO deve fazer. Estas pessoas fazem tudo errado.

1. Detestam o emprego

Passamos 8 horas ou até mais no trabalho. Se odiamos o nosso trabalho, passamos a odiar a nossa vida porque gastamos 168 horas numa semana a fazer algo que não suportamos. Muitas vezes depositamos a raiva e descontentamento em casa, na família e em quem nos rodeia. Não quer dizer que se deve despedir já amanhã. Em vez disso, reflicta um pouco sobre a sua vida. Porque não gosta do seu trabalho? O que está a fazer falta? É a própria carreira? É o seu chefe ou o tipo de empresa? Qual a sua paixão? O que realmente faz bem? Tire um tempo para conseguir responder a estas perguntas e em seguida, faça um plano rumo à mudança, mas não tenha pressa, tudo leva o seu tempo.
 
2. Estão constantemente preocupadas com dinheiro

Estudos têm comprovado que ser rico não nos faz mais felizes. Um estudo da Universidade de Princeton evidenciou que as pessoas precisam apenas de uma rendimento anual de 75.000 usd por ano e por agregado familiar para serem felizes. Acima desse valor o dinheiro não tem efeito sobre o “bem-estar emocional”. O que isto significa é que apenas precisamos do suficiente para confortavelmente pagar as contas e poupar sem nos preocuparmos com as finanças. Por outro lado, a incerteza financeira faz-nos infelizes e por isso é importante refletir sobre esta questão. Sente que gasta demais? Que gastos pode reduzir? Como ajustar a sua vida para a poder sustentar? Estas não são de nenhuma maneira perguntas fáceis, mas este processo faz parte da viagem.

3. Não tem hobbies ativos

A felicidade está ligada ao nível de atividade. Precisamos de movimento para nos sentirmos bem. Yoga, caminhadas, natação, surf, passeios de bicicleta, quais destas atividades têm praticado? A felicidade prende-se também com fazer o que gostamos. Procure atividades que o fazem feliz e comece já.
 
4. Pensam demasiado

De acordo com a Science News “uma mente errante muitas vezes tropeça do precipício abaixo emocionalmente”. Algumas pessoas passam quase metade da vida a pensar em coisas para além do que realmente estão a fazer no momento e estes passeios imaginários frequentemente atraem pensamentos negativos. Quanto mais nos concentramos no que estamos a fazer, mais felizes ficamos. A meditação permite-nos aprender a focar no momento presente e viver a vida que nos foi dada.

5. Deslocam-se frequentemente em grandes distâncias

Deslocações longas e frequentes podem deitar as pessoas abaixo. E tornam difícil um relacionamento também. Um estudo recente Sueco encontrou que as taxas de divórcio eram maiores quanto maior a duração do trajeto para o emprego.
 
6. Acham que certas “coisas” as fazem felizes

Pessoas infelizes tentam constantemente preencher o vazio com o consumo de álcool, de comida ou de compras. Mas o problema é que felicidade não pode ser consumida, é cultivada por dentro. Realizar os desejos só traz felicidade passageira.

7. Estão sozinhas

Cultivar relacionamentos é importante para a saúde e para a felicidade. E isto não significa apenas fazer amigos nas redes sociais. Infelizmente hoje em dia muitos vêm o “mural” como o seu melhor amigo. Solteiro ou não, casado ou não, é importante que nos esforcemos para fazer amigos e mantê-los ao mesmo tempo que se devem estreitar os laços familiares.
 
8. Não gostam da sua da própria cidade

Tantas vezes nos sentimos encalhados ao longo da vida. Vivemos numa cidade de que já não gostamos e não sabemos como nos sentir melhor acerca da situação. Mais uma oportunidade de dar um passo atrás e perguntar porque nos sentimos assim. É a cidade ou somos nós? Leia o jornal e procure novos eventos, vá a um novo lugar, simplesmente mexa-se. Além disso, quem disse que tem que viver no mesmo lugar a vida toda? Certamente ninguém.
9. Não tem animais de estimação

Os animais de estimação servem como apoio e dão-nos amor incondicional . ao mesmo tempo que não interferem com as relações humanas. Se estiver a considerar ter um animal de estimação, adote um que precise e eduque-o de forma responsável.
 
10. Não gostam de si próprios

Ficamos felizes pela forma como olhamos a vida e por aprendemos a desfrutar do momento. Ficamos felizes pela maneira como nos vemos a nos próprios. Ao abrirmos o nosso coração, encontramos paz, mas essa paz tem que começar primeiro por nós mesmos. Se não gostamos de nós próprios, nunca poderemos ser felizes. Aprenda a amar-se, merece-o!
In: TSTV 

9 Táticas que o ajudarão a ganhar qualquer discussão


Quantas vezes ficou frustrado por não ter levada a melhor numa discussão? Está na altura de mudarmos isso. Apresentamos 9 táticas que não são retiradas de um qualquer livro oriental, mas antes comprovadas pela ciência.

As discussões não são lógicas. Para as vencer, tem que entender as pessoas. Fomos a fundo na pesquisa e compilámos as seguintes táticas apoiadas pela ciência que o ajudarão a ganhar qualquer discussão.

Seja civil

Ao contrário do que o seu instrutor de debates disse, as discussões não são racionais. Então respeite a perspetiva da outra pessoa, não importa o quão ridícula esta possa parecer.

"Quando as pessoas têm a sua auto-dignidade validada de alguma forma, tendem a ser mais recetivas à informação que desafia as suas crenças," diz o psicólogo político, Irvine, da Universidade da Califórnia, a New York Magazine.

Com essa ligação emocional estabelecida, pode então começar a ser lógico.

Não tente 'ganhar' a discussão


Atacar as ideias de alguém colocam-no em modo de combate ou de fuga. Assim que estão apreensivos, não haverá qualquer hipótese de os persuadir de nada. Então se quer convencer alguém de algo, pratique a "concordância extrema": Tome os pontos de vista conversacionais do seu parceiro e desenvolva-os para a sua lógica — e talvez absurda — conclusão.
 
Não pergunte porquê. Pergunte como

Num estudo em 2013, o psicólogo da Universidade do Colorado Philip M. Fernbach separou pessoas com pontos de vista políticos extremos em dois grupos — as pessoas que tinham de explicar a razão para as suas opiniões serem certas, e os que tinham a tarefa de explicar como as seus ideias se poderiam tornar em políticas reais.

O resultado? Os que deram as suas razões para estarem corretos estavam tão certos das suas convicções após a experiência como estavam antes dela. Mas os que tiveram de explicar as mecânicas da implementação tinham pontos de vista mais fracos.
 
Acompanhe a questão

O co-fundador da Pixar Ed Catmull conheceu Steve Jobs durante 26 anos. Tiveram algumas discussões. Ele evitou ter discussões aos gritos com Jobs, e em vez disso empregou um método persistente:

"Eu dizia-lhe algo e ele imediatamente o descartaria porque era capaz de pensar bem mais rápido que eu. ... Esperaria então uma semana. ... Ligava para ele e dava-lhe um contra argumento ao que me tinha dito e ele imediatamente o descartaria. Então tinha de esperar outra semana, e por vezes isto levava meses."

Isto terminaria numa das três formas: Jobs admitiria que Catmull estava certo; Catmull perceberia que Jobs tinha razão; ou Jobs não responderia a Catmull, dando efetivamente a sua aprovação.
 
Faça perguntas abertas

Se está numa discussão com o seu cônjuge, o psicólogo de casais John Gottman diz para fazer perguntas que permitam a ele ou a ela explicar o seu ponto de vista.

Exemplos incluem:
  • Como mudaria a situação se tivesse todo o dinheiro do mundo?
  • Como quer que seja a sua vida daqui a três anos?
  • O que opina do seu emprego?
Funciona em discussões no trabalho, também — perguntas abertas ajudam a transformar interações competitivas em cooperativas.
 
Seja confiante

As pessoas não ouvem a pessoa mais inteligente da sala. Um estudo de 2013 demonstrou que as pessoas escutam quem age como se soubesse o que é verdade.

O professor de gestão da Universidade de Utah Brusn Bonner disse que as pessoas procuram inconscientemente os "agentes confusos do conhecimento" como a extroversão, o género, a raça, ou o nível de confiança em vez de prestarem atenção ao que as pessoas estão realmente a dizer.

"Seria de esperar que os factos fossem a moeda da influência," declarou Bonner no Wall Street Journal. "Mas muitas vezes ficamos a tentar supor quem é o especialista - e estamos errados."
 
Utilize gráficos
 

Um novo estudo dos pesquisadores da Universidade de Cornell, Aner Tal e Brian Wansink demonstra que as pessoas confiam nos cientistas. Logo, ao fazer coisas que o fazem parecer científico - como utilizar um gráfico - fazem-no parecer mais credível.

"O prestígio da ciência aparenta oferecer um poder persuasivo mesmo a elementos tão trivialmente relacionados com a ciência como os gráficos," escrevem Tal e Wansink.
 
Demonstre que outros concordam consigo

Em "Influência: A Psicologia da Persuasão," Robert Cialdini diz que a "evidência social" é uma das melhores táticas para fazer com que as pessoas vejam as coisas à sua maneira. Explora a tendência bem documentada das pessoas se conformarem com as opiniões dos outros, mesmo que estes sejam estranhos.

De acordo com as evidências sociais, assumimos que as ações dos outros são o comportamento correto numa situação. É a razão pela qual longas filas à porta de um restaurante fazerem a sua comida aparentar tão tentadora. É também a razão pela qual uma recomendação por parte de uma celebridade -- como William Shatner -- é uma ferramenta de marketing tão eficaz.
 
Vá para além das histórias

Um conto de como o seu tio ou colega de quarto comem bastante manteiga e se mantém em forma é uma história. Mas se quer ser levado a sério, necessita de utilizar dados, o tipo de dados a que chegou através de estudos revistos pelos seus pares com uma amostra de tamanho grande. Melhor ainda, ambicione chegar a um consenso.

"Os cientistas normalmente utilizam e com razão o 'consenso' como o derradeiro vencedor da discussão," escreve Jacquelyn Gill no Contemplative Mammoth. "O consenso científico é a opinião coletiva de todos os cientistas, e não apenas daquele com quem está a discutir. Podem existir um ou dois cientistas que discordem (tal como existem algumas pessoas que não acreditam que o Holocausto aconteceu), mas se a grande maioria dos cientistas chegar a um consenso, isso significa que existem tantas evidências que apoiam a ideia que é praticamente uma garantia, baseada nos conhecimentos de ponta."